Tuesday, October 31, 2006

 

Crónica social


Como poderão ler ali em baixo na entrevista do Filipe Bravo, o reptiliário acomoda uma nova Lagartixinha. Parabéns e muitas felicidades à Paula, e que as noite mal-dormidas não a impeçam de estar em breve de regresso à competição. Também o ancião dos Cavaleiros, o Fernando, viu fazer-se justiça ao petit-nom de "avô". De há uns meses para cá já o é mesmo, sem aspas. Se o gosto pelo quiz for genético, então Sublime Milagre da Vida vai assegurando o futuro desta grandiosa modalidade. Bem-vindos Vasco e Verónica.

No campo das transferências internacionais, o mercado continua agitado: depois do regresso da Sofia Santos da Escócia (como escrevemos na altura, ela estaria presente para a ponta final dos Mamedes) , eis que, provavelmente pelo cartel deixado, as libras voltaram a falar mais forte e uma valiosa equipier lagartixa reforça o contingente luso em terras de Sua Majestade. Já o histórico Zé Vicente, um veterano do panorama nacional com milhares de quizzes nos neurónios e confesso amante das tradições das tascas lisboetas, segue o exemplo de outros vultos do nosso desporto (e da política) com características similares e abala para a Bélgica. Luciano d'Onofrio continua a marcar pontos, e os Bom, Mau e Viloas explicam como tencionam sobreviver a esta temporária ausência em entrevista aqui à casa a publicar nos próximos dias (Marta, Tita, então?).

Entretanto, no Porto, a comunidade islâmica da invicta celebra o fim do Ramadão. Programa das festas : incenso, bandires, djembes e...Quiz. Fica o relato do semanário Sol: "Depois vem o jogo. A cada um dos presentes é atribuído um número. O sorteio de quatro números leva quatro pessoas ao palco. Aí, cada uma delas tem de responder a perguntas sobre provérbios marroquinos, nomes de jogadores do FC Porto, problemas matemáticos e outras curiosidades. Pelo meio, bebe-se mais chá, comem-se bolachas e ouve-se música magrebina". Este é mesmo um desporto universalista. Para quando um grande campeonato ecuménico? (Os chás e as bolachas é que nos parecem mais problemáticos; a Sra. D. Paula é inapelavelmente um dos pilares deste campeonato).

Amanhã é quarta. Sinónimo de quiz no bar do Teatro A Barraca, um sítio muito rive gauche ali para Santos. Há chá, bolachas não, música magrebina é possível. O anfitrião é o Papa Júlio.

 

TEASER - 3º concurso QdC


A música dos campos é o som da liberdade
And if the masses of this country are to be saved from disaster in the future, drastic measures will need to be taken to arrest a trend which is as ruinous to their health as it is to their minds. It is in towns that the useless, functionless pauper is bred by the thousand. It is in towns that all touch with reality is lost and that sedition flourishes. It is in large cities that modern man suffers from the worst and most maddening consequences of overpopulation. And yet this evil is allowed to increase ad infinitu
Anthony M. Ludovici;The Lost Philosopher

Sunday, October 29, 2006

 

Filipe Bravo em entrevista: "Queremos o 'gajo da pêra' a morder o nosso pó e o jogo dos BMV foi o melhor"


Depois da letargia, a nostalgia: este blog propõe uma breve viagem ao passado, e ao quiz do Filipe Bravo e da Paula Lagarto. Sendo o caminho curto, todos se relembrarão dos factos principais (se não, cliquem nos nomes deles ali atrás). Abordamos ainda outros assuntos e nomeadamente o comportamento dos Lagartixa na prova – uma equipa que foi a última a falhar uma presença nos últimos 6 e que parece viver no limbo: falta-lhe qualquer coisa para estarem junto dos 3 grandes, mas destacam-se claramente dos restantes competidores. Aqui fica uma entrevista com Filipe Bravo, jornalista, Lagartixa e insigne quizzer a quem agradecemos a disponibilidade, a pachorra e o bom-humor.

Filipe, já passou bastante tempo sobre o vosso jogo, e os erros técnicos, aliás aspecto em que estiveram perto da perfeição, já caíram no esquecimento. Mas o Fernando crucificava-me se não te perguntasse isto: já verificaste que estavas equivocado na das balanças? A fonte mais óbvia não seria o site do Banco de Portugal?
As balanças… As balanças acabaram por ser uma embrulhada, obviamente por minha culpa. Teria sido melhor usar a terminologia do Banco de Portugal, sim. Como consequência, "roubei" um ponto aos Cavaleiros, que no entanto não teve influência no resultado final.
Como achas que resultou a inovação do sistema de consulta na Internet? Achas que aquela hipótese de serem verificadas as respostas nos intervalos tem pernas para andar?
Lento, mas mais ou menos seguro, e permitiu fazer um ou outro "acerto" entre rondas. O objectivo era chegar o mais possível a um jogo com menos respostas suspeitas.

Disseram que iam introduzir perguntas de BD e música Pop para atenuar eventuais vantagens das equipas mais "cotas". Contudo, os Cavaleiros e os Fosseis destacaram-se com relativo à vontade. Ficaste surpreso com o resultado?Um bocado. Isso só prova que são mesmo boas equipas, regulares e consistentes, não?
As críticas mais veementes radicaram em aspectos comportamentais da tua parte: por exemplo, foi referido que estavas austero a fazer o jogo, quase parecias zangado. Aquela postura de mestre-escola foi estudada?Ainda não se tinha iniciado a escola do "oooooiçam, oooooooooooiçam", a que já aderi.
Em determinada altura, quase pareceu que amuaste devido ao granel que existia na sala. Se adoptasses uma postura mais descontraída talvez as coisas tivessem corrido melhor, não achas?
Não. As coisas corriam melhor se alguns gajos bebessem menos.
Não terás sido demasiado abrupto? Aliás, quando alguma equipa dava uma resposta incorrecta tu dizias que estava errada com um esgar de desprezo e um tom desdenhoso. Tiveste consciência disso?Abrupto é o Pacheco Pereira.

Inclusive, em certo momento, recusaste repetir uma pergunta, afirmando "se não fizessem barulho tinham ouvido" e foi a Paula que, simpaticamente, a repetiu. O comportamento agitado das equipas perturbou-te e resolveste recorrer a um pulso de ferro para tentar controlar aquilo? Se foi assim, não terá sido contraproducente?Contraproducente é beber daquela maneira e fazer o chavascal que - alguns - fizeram. Grupo em que se inclui o agora seráfico e pezinhos-de-lã entrevistador.
Ficaste contente com o resultado da pergunta de "homenagem" ao Fernando Silva?Claro que fico contente com a homenagem ao Fernando! É um histórico do quiz e foi um dos maiores xadrezistas portugueses de sempre. Tu não ficaste contente com a homenagem.? Olha que o homem até é da tua equipa

Aqui, não tenho equipa. Que balanço fizeram, tu e a Paula, no final do jogo?Podia ser pior. Não deu demasiadas voltas preocupantes à sala, não foi dos que mais erros tiveram.

Em comentários que escreveste no QdC fizeste alguns apelos a um melhor comportamento por parte de todos. Acreditas que o comportamento das pessoas pode ser mudado através de apelos moralizantes? Não achas que um esquema de incentivos e penalizações poderia funcionar melhor?Prefiro continuar a jogar quiz com seres humanos, não com cães de Pavlov.

Naquela fase de quase histerismo do jogo do Luís Nunes, deste algumas respostas engraçadas como a da "longa noite do fascismo". Ocorreu-te responder a alguma com "depois de mim virá quem bom de mim fará"?"Quem anda à chuva molha-se" e "Não há bela sem senão"
Os Lagartixa são uma "equipa de jornalistas". Achas que alguma agência de comunicação pode estar interessada em corromper este blog?Os lagartixas não são uma "equipa de jornalistas", mas uma equipa com maioria de jornalistas. Erro indesculpável esquecer a Patrícia - a Patrícia é aquela miúda giríssima e super aguerrida que armou um pé-de-vento na primeira ronda, com a história das sinapses, como a podes ter esquecido.... Também já jogaram por nós a Paula B, que é engenheira química, e o Tiago, que é fotógrafo. A "equipa de jornalistas" são os Indomáveis. Tooodos jornalistas, não só a equipa base como os reforços.
Por falar nisso, têm estado entretidos numa luta quase fraticida com os Indomáveis, que já vem do tempo do Quiz da Industriais. Como surgiu essa rivalidade?Não é uma rivalidade, é uma sincera amizade. Mais: um dos nossos elementos é namorado de uma das Indomáveis. Muitas vezes, no final, vamos todos para os copos.
Por enquanto, vão à frente. Achas que no fim, serão vocês os últimos a rir?O que faz falta é boa disposição, camaradagem e quizes bem feitos. Se os Indomáveis vão à frente, ou se são os Lagartixas, é irrelevante. Hmmm… claro que lá no fundo, lá no fundo, esperamos que a equipa do "gajo da pera" morda o pó.

A informação é muito importante. Mas a alimentação não será menos: não se comendo, morre-se. Porque precisa o estado de ser dono de uma redacção? Uma agência noticiosa de bandeira faz tanto sentido como uma cadeia de restaurantes estatal ou uma rede de mercearias alimentícias estatal?
Só respondo a perguntas relacionadas com o quiz.
Ficam de fora perguntas interessantes, então.... Quanto aos Lagartixa, estiveram até ao último jogo muito regulares. Qual é o segredo para conseguirem estar quase sempre entre os primeiros 6?Pontuámos sempre que jogámos a cinco, quando jogámos a trio fomos oitavos e sétimos.Portanto: o segredo é jogar com a equipa toda.

E na luta pelo título, que avaliação fazes da disputa? E os Lagartixa, estão condenados ao quarto lugar? Quais são os vossos objectivos? Como analisas a recente debacle dos Cavaleiros?
Os Cavaleiros são a equipa mais consistente. Os Lagartixas tinham de início como objectivo tentar um lugar final nos três primeiros, mas agora resta-nos aguentar o quarto lugar.
Na última jornada, tiveram talvez a vossa pior prestação. Apresentaram-se muito desfalcados, que aconteceu?
Uma foi mamã, outra teve de ir tratar dos cães da mãe durante o fim-de-semana, outro teve de ficar a editar, outra amuou com os quizes. Sobraram dois da equipa. Dos irregulares, há ainda a acrescentar um que está de férias e uma que foi para Inglaterra fazer doutoramento… Depois de duas ou três tentativas frustradas para compor mais a equipa… decidimos jogar a três.

Enfrentarão as últimas duas jornadas mais fortes?Há a promessa da Paula, que é a mamã de um Vasco, e a Patrícia, que é a tratadora dos cães, voltarem.

Que pontos positivos e negativos destacarás no campeonato até ao momento?A excelente lição que o Bom (ou era o Mau?) e a Viloa deram ao fazerem um jogo quase, quase, quase sem erros, e com interesse. Onde outros como eu, o bigodes, o picolino, o cordobés ou o Júlio falharam, eles acertaram. Afinal é possível. Preferia não destacar pontos negativos nos outros autores de jogos, acho que mais ou menos todos se esforçaram.
Os Lagartixa parecem perder progressivamente qualidade quanto mais díficil é o nível. São demasiado generalistas?
Se calhar…nunca pensámos nisso.
Se pudesses escolher um habitué do quiz para reforçar as lagartixas, quem seria? E porquê?
O Marco Vaza chegou a ser, de início, um “sexto lagartixa”, mas decidiu (e bem) formar a sua própria equipa. Continua a ser um grande, óptimo amigo e seria, sem pestanejar, o reforço ideal.

Uma figura do mundo do desporto ou do jornalismo?
Naa… não queremos figuras públicas na Ajuda. Já chega o Comandante.

Gostarias de fazer a crónica de um jogo de quiz para o blog?Não sei se será necessário, isso tem sido bem feito. Mas não digo que não.
Expectativas para o jogo do Marco Vaza?As melhores possíveis. Vai certamente ser um jogo bem construído e muito agradável de jogar, ao nível dos melhores que passaram pela Ajuda este ano, mesmo tendo em conta que será a estreia absoluta do moço. Espero que sem erros, Marquito…

Thursday, October 26, 2006

 

Stephen Fry, Fellow Quizzer



Era o Lord Melchett na segunda época do Black Adder. Ao lado do agora merecidamente celebérrimo Hugh Laurie protagonizou a excelente A Bit of Fry and Laurie. No grande ecrã poderão vê-lo no Gosford Park, filme muito cá de casa (um extraordinário inspector), ou ouvi-lo a narrar os Harry Potters e o The Hitchhiker's Guide to the Galaxy . Mais recentemente, andou a aborrecer-se pelo V for Vendetta. De há uns anos para cá, também apresenta esta maravilha na BBC, imperdível para qualquer quizzer que se preze.

E não é por acaso: para lá de um muito potável actor e de um comedian na melhor tradição das ilhas, o nosso Fry é igualmente um apaixonado jogador de quiz. É um habitué do River Cafe Quiz (onde, aliás, joga na equipa deste rapaz), uma competição muito engraçada e petulante, ali para os lados de Hammersmith, com muito glamour, gente famosa, óptima comida e um preço de inscrição que faz justiça a isso tudo (aqui podem ver as perguntas do jogo de há 3 anos), o que não os impedirá de o encontrarem em vários dos populares e not so stiff upper lift quiz pubs.

Quando há um daqueles especiais para celebridades nos concursos de quiz televisivos, ele está. E ele ganha. O background é jeitoso: foi finalista, por Cambridge, da University Challenge, a maior e mais antiga competição de quiz universitário do mundo. É também presidente honorário da Cambridge University Quiz Society, cargo que desempenha com incontido orgulho: "To be patron of QuizSoc represents for me the summit of an otherwise flabby and inconsequential career. " Pontos fortes do bom Stephen: "literature, film, politics, history and all sorts of wonderful crap". E talvez em breve o possamos ter aqui no QdC, em entrevista especial para os quizzers portugueses.

Até lá, de cada vez que se depararem com um fotograma do rapaz, podem proclamar: "Este é dos meus!". Bem, já agora, ele também é gay...apesar de ter um cabelo decente.

 

Graçolas só possíveis num blog para eruditos*


Este blog está convalescente de um ataque da Síndrome de Bartleby.

*ou pedantes com a mania que sabem, vá

p.s. - Afinal não será o Marco Vaza a realizar o próximo jogo. Brevemente daremos aqui notícias.
p.p.s. - Só há concurso quando alguém tiver a generosidade de explicar como é que se colocam músicas (com player, não em loop).


Wednesday, October 25, 2006

 

Rogérios dos Cavaleiros em entrevista: "A equipa sou eu e o Fernando está cada vez mais senil"

Os Cavaleiros do Apocalipse, os consagrados monstros do quiz nacional, atravessam o período mais negro da sua história - à beira de caírem no período mais cor-do-cabelo-do-Fred da história deles. Fomos falar com o peso-pesado da equipa (leia-se peso-pesado literalmente, não metaforicamente), Rogério Costa. No seu inconfundível estilo de um falso-lento que só peca pela falta de velocidade, na linha de um Dito ou de um Miner, pincelado com momentos de génio numa tela de alienação, deixa-nos aqui o diagnóstico, a terapêutica e o prognóstico. E a dúvida: terão os Cavaleiros a coesão suficiente para resistirem a este ataque vindo de dentro? Cederão à vertigem do totalitarismo? Ou o Rogério será apenas o Trotsky da Ajuda? Como, se a Maluda já não é viva? Monstros da hermenêutica como Georges Steiner e Luís Freitas Lobo não foram conclusivos. Leiam vocês.


Rogério, os Cavaleiros pareciam estar lançados para uma vitória confortável no QdC, mas tudo mudou com os resultados das últimas duas jornadas. Cantaram vitória cedo demais?
Penso que não, julgo que ainda vou ganhar o campeonato. Repara que digo vou, porque, caso aconteça, vencerei sozinho, obviamente, atendendo às míseras contribuições dos meus colegas de equipa. Devo ainda realçar que desde o início do campeonato não há equipa mais prejudicada que a nossa, ou, por conseguinte, não há, ninguém mais prejudicado do que eu, já que eu é que sou a equipa.

Mas as vossas más prestações nos últimos jogos, particularmente no de Outubro, não se deverá à falta do empenho e concentração que, mesmo para uma equipa tão forte, são essenciais?
Eu continuo empenhado e concentrado, é pena que os outros elementos não façam o mesmo. O Hugo é um alcoólico, como eu mas sem o génio, o Fernando está a ficar cada vez mais senil, parece uma velha alcoviteira nos intervalos sempre a dar à língua e depois durante o jogo é que vai fazer xixi. Por amor de Deus. Sobre o Fred prefiro não fazer comentários, mas entristeceu-me muito a forma como ele se apresentou neste último jogo. Aproveito para lhe lançar um apelo: Fred, se estás a ler isto, faz-te homem pá. Deixa de ser mariconço e rapa mas é o cabelo enquanto é tempo. O João julgo que é um caso perdido, não vale a pena bater mais no ceguinho.

A ausência do bigode do João, pode ter sido relevante?
Não. O bigode é apenas a parte visível. A ausência total de neurónios é muito mais relevante. Isso e o facto de estar a começar a apresentar uma postura semelhante à do Fernando, preferindo estar a conversar nas mesas com as outras equipas quando nos são dirigidas perguntas. Isto revela uma grave desagregação mental e penso que há muito que ele devia estar medicado.

Como analisas as vossas hipóteses a partir daqui? Ainda são os principais, quase únicos, candidatos à vitória final?
É óbvio que as coisas estão mais complicadas, mas não me verão atirar a toalha ao chão, até porque disso há quem saiba mais que eu. Mas arrisco dizer que continuamos, ou melhor, continuo a ser o principal e único candidato à vitória final. Mais: independentemente da classificação final do campeonato, terei sido sempre o vencedor, mesmo que os resultados digam o contrário. Porque eu é que sou bom, tás a compreender? Devo ainda dizer que o quiz, neste momento, já não me traz a mesma satisfação de outrora. Os meus companheiros definham de uma forma assustadora e eu, sozinho, custa-me continuar. Vou talvez equacionar a adopção de outros hobbys como o modelismo ou as danças de salão.

O QdC soube que, no final do último jogo, tu e o Hugo estiveram reunidos. É verdade que falaram da hipótese de rolarem cabeças nos Cavaleiros?
É verdade. Falámos sobre isso e sobre outras coisas interessantes, mas são assuntos internos da equipa sobre os quais não me quero alongar muito.

Como tens avaliado a prestação dos teus colegas de equipa nos últimos jogos?
Tem sido horrível, fizeram a equipa, ou seja eu, perder a coesão que havia vindo a ser revelada nos pretéritos jogos. A pressão alta que gosto sempre de evidenciar não tem acontecido e ando a perder muitas cascatas e perguntas directas. Resumindo, estou a falhar na área dos adversários e na minha própria área. Quero voltar a ser aquela equipa dominadora dos primeiros jogos e algo tem de mudar. É preciso que os meus companheiros ouçam mais o que tenho para lhes dizer e que não sugiram certas alarvidades como respostas às perguntas. É fundamental que aceitem sem questionar a minha liderança. Quero ser um Enver Hoxha para eles, mas eles têm de o aceitar de livre vontade. Só assim é que no fim do campeonato poderei finalmente dizer que manietei o Alverca.

Insisto: há elementos dos Cavaleiros que correm o risco de perder o lugar? Há elementos que estão sob escrutínio atento?
Há. Há.

Neste momento, o que vos falta para regressarem às vitórias?
Falta resolver todas as questões que enunciei acima e falta também uma certa pontinha de sorte. Falta um pouco de inteligência aos meus companheiros e um pouco de tacto às pessoas que fazem os jogos, nomeadamente, na atribuição dos níveis das perguntas. E porque é que eu tenho sempre que levar com os lagos e com os feriados enquanto que o resto da carneirada leva com as fáceis todas? Pois é, quem não chora não mama, já dizia o outro. Mas, como sou um optimista, estou convicto que neste próximo jogo a vitória será minha. Bora ali malhar naqueles rissóis de carne, ó cabeçudo?

Bora lá, bonifrates.


Obviamente, não fomos. No QdC regemo-nos por um elevado código de ética, tipo o da Al-Reuters, o NYT e assim. Não alinhamos em jogos duvidosos que nos coloquem em causa o rigor deontológico, excepto se for para lixar a administração Bush, Israel, igrejas, os conservadores, os Fósseis e essa malta assim.

 

FÓSSEIS, OS VENCEDORES DA 8ª JORNADA


Tuesday, October 24, 2006

 

Brevemente por aqui....

....Luís Nunes explica finalmente tudo sobre o "oiçam" e o 28 de Maio

....entrevistas a Filipe Bravo e Marco Vaza: o duelo Lagartixas vs. Indomáveis está ao rubro

...a rubrica "Que é feito deles?": Miguel Maia, os EVA, os bigodes do João Silva e do Pascoalinho, os Patolino e a virilidade do Fred

...os Bom, o Mau e as Viloas em entrevista colectiva - o jogo que organizaram, a ausência na última jornada e o exílio do Zé Vicente numa coisa chamada Bélgica ou Flandres ou lá o que é aquilo

...Rogério Costa e a crise nos Cavaleiros: "Vão rolar cabeças"

...magazine internacional: as competições de quizes noutra latidudes

...Pedro Aniceto e os erros no último jogo: os Mamedes perderam por culpa dele?

...venda on-line de galochas e oleados: não falte ao próximo quiz.

...nova edição do concurso do blog: quem souber por músicas nisto, ganha um ponto de avanço. Não se aceitam links para tutoriais.

...o novo local dos quizzes do Júlio Alves, a inaugurar brevemente (sem prejuízo das quartas na Barraca).

...classificações oficiais completamente actualizadas e confirmadas.

...a verdadeira e surpreendente história da nota de 20 euros falsa. Quem é o Alves dos Reis? Nós já sabemos!

 

Resultados da 8ª Jornada









O QdC agradece: pontuações graciosamente coligidas pela Rita dos Ursinho Bóbó.

 

Crónica da 8ª Jornada

Em mais uma noite de chuva, realizou-se a 8ª jornada do campeonato do Quiz de Cascata, com organização do Pedro Aniceto e restantes equipiers dos Moscatel & Scones. Se o clima só surpreendeu pela amenidade, a competição foi pródiga em eventos extraordinários. Houve de tudo um pouco: casos e polémicas, ausências surpreendentes, prestações inqualificáveis, perguntas inesperadas, notas falsas e o cabelo do Fred.

Nota muito negativa para as já costumeiras ausências: o jogo teve a participação mais baixa de sempre, apenas nove equipas; os EVA confirmaram a 5ª falta consecutiva, os Zbroing também não estiveram, e a surpresa maior foi o desaparecimento dos O Bom, o Mau e as Viloas, após a conquista do pódio na jornada anterior. Brevemente o QdC publicará uma entrevista com eles, onde será explicada a falha numa até aqui irrepreensível assiduidade. Esta é uma situação que deve ser revista pela Comissão Organizadora; com mais algum cuidado e previdência nem será complicado encontrar substitutos para as equipas ausentes.

Quanto ao jogo iniciou-se uma vez mais a horas tardias; desta vez a responsabilidade não deverá ser imputada às equipas, nem tão-pouco aos organizadores: ao que apuramos, tiveram o cuidado de avisar a C.O. que, por motivos profissionais, o jogo teria de ser iniciado mais tarde. Ficou a faltar o alerta desta aos participantes. Começando tarde, a organização do Pedro e dos Moscatéis foi lesta, objectiva e expedita. Perguntas geralmente muito interessantes, com doses generosas de desporto e televisão, e a novidade de uma parte escrita apenas de música, na qual através de uma escolha divertida e variada conseguiram evitar uma previsível monotonia e atingir pontuações muito equilibrados.

Contudo, não deixarão de se apontar pontos muito negativos: perguntas com respostas erradas e dualidade de critérios, com influência no resultado final; bem como algum desequilíbrio no grau de dificuldade das perguntas (aqui terá tocado a todos por igual). Mas já lá iremos.

O jogo foi completamente dominado pelos Fósseis e pelos Mamedes, com uma disputa taco-a-taco até ao final. Acabaram por vencer os primeiros, mas os Mamedes terão muitas e justas razões de queixa da organização. Os Indomáveis do Marco Vaza arrancaram mais um pódio, numa prestação sem grandes sobressaltos e com uma terceira parte ao nível dos melhores. Nos restantes três lugares pontuáveis, 3 equipas terminaram com o mesmo número de pontos: NNAPED em 4º (jogo seguro, possíveis razões de queixa em algumas perguntas científicas); Ursinho em 5º (mais uma vez claudicaram no nível díficil, onde estiveram reduzidos a 3 elementos) e os Mineteiros arracaram um saboroso ponto, após um jogo sempre na linha d’água (e também prejudicados em 2 perguntas). Fora dos pontos, ficaram os Laranja Mecânica, prejudicados pela chegada tardia de Nuno Oliveira e os Lagartixa, em que Filipe Bravo liderou um colectivo muito desfalcado, vindo-se a ressentir no nível médio. Mas a grande sensação foi mesmo a péssima prestação dos Cavaleiros. Quando pareciam lançados para uma vitória final confortável, eis que 2 jogos consecutivos fora dos pontos lançam a grande equipa do quiz nacional para uma posição com tanto de díficil como de inesperado. Se no jogo anterior as ausências do Hugo e do Fred, bem como do Fernando a tempo parcial, bem como a dificuldade em apanhar cascatas num jogo relativamente acessível explicará alguma coisa, já a debacle de sexta-feira não tem desculpas. Há algo de podre no reino apocalíptico, e apesar de um elemento da equipa ter confidenciado ao QdC que “estávamos tão embaraçados e preocupados com o cabelo do Fred que nem conseguíamos pensar nas respostas” o QdC sabe que a situação é bem grave; em breve apresentaremos uma reportagem especial sobre esta crise.

Finalmente, a sempre saborosa polémica: houve um número anormal de erros no jogo, que, mais uma vez, beneficiou a equipa dos Fósseis. Para lá da polémica quanto ao vocalista dos Pink Floyd, ...; no álbum dos Smashing Pumpkins os Mamedes sabiam claramente a resposta; tal como deveria ter sido contado o ponto no caso da Guerra Púnica. Estranhamente, depois de ter anulado uma resposta aos Mineteiros por protestos da sala (e essa resposta até estava certa, Felipe Calderón ainda é somente Presidente Eleito do México), os organizadores seguiram a partir daí um critério diferente. Justamente se queixaram no final os Mamedes (que terão sido prejudicados em cerca de sete pontos). Outros erros importantes na pergunta dos taumaturgos, em transformar Pedro Álvares Cabral no descobridor de Madagáscar, numa música da parte escrita (não era Modern Talking mas FR David), no director de Investigação da Nasa que não existe e muitas dúvidas em perguntas de fisiologia e farmacologia. Mas o pior terá sido o gritante desequilíbrio no grau de dificuldade: não faz sentido perguntar qual o número de países presentes na Expo98 e, de seguida, o que é a diáspora e quem escreveu os livros d’Os Cinco. E, para perguntar alguma coisa sobre concílios, tinha de ser mesmo a data do de Clermont? Possivelmente, nem numa Conferência Episcopal se saberia a resposta. Momentos infelizes numa organização globalmente positiva, mas que fazem com que o atraso dos Cavaleiros para os primeiros seja de 7 pontos quando deveria ser apenas de 4. Em breve o QdC publicará uma entrevista com o Pedro para dirimir todos estes casos.

Serviço atento e simpático da Joana nas mesas e da D. Paula ao balcão. O senhor que se segue é o Marco Vaza: 18 de Novembro, exactamente no 380º aniversário da Consagração da Basílica de S. Pedro.

Monday, October 23, 2006

 

A Tardia Homenagem

Foi numa noite de Junho. O Mamedes triunfaram pela primeira vez no Quiz de Cascata. A inércia que se apoderou do blogue tem impedido a publicação desta justa homenagem a Jorge Paramos e Cia., mas aqui fica.

Thursday, October 19, 2006

 
8º JORNADA
QUIZ DE CASCATA
20 DE OUTUBRO DE 2006
22H00M NA ACADEMIA DA AJUDA!
(Aceitam-se apostas para saber se a Equipa EVA vai conseguir dar a 5ª falta consecutiva)

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