Thursday, October 25, 2007

 

O Quiz na Escola

Já neste blog se falou da pouca atenção que a economia tem merecido do Quiz nacional. Recentemente, chegamos a ouvir um organizador afirmar que não colocaria perguntas sobre o tema no seu quiz porque "já tinha saído duas de economia no último". Imagine-se alguém a dizer isto sendo o tema geografia ou...BD! Como já tinhamos aqui provado, o desprezo não é recíproco e há basta obra económica sobre o quiz. Desde a utilização dos quiz-shows televisivos para estudar o racismo até ao estudo sobre a eficiência dos quizzes como método pedagógico. E, nem de propósito, o quiz chega agora à escola portuguesa. Mais precisamente, à escola Rainha D. Leonor, por obra e graça deste cromo do quiz, que colocou a turma 12-5, composta por estudantes do 12º ano, a responder a um quiz sobre economia. A competição foi a sério: a equipa vencedora recolherá meio valor de bonús no próximo teste. Ao que apurou este blog, a vitória obteve-se com cerca de 20 respostas acertadas, num ambiente de grande competitividade.

Esperemos que, para lá de servir os intuitos pedagógicos, esta inovação possa contribuir para atrair novos praticantes para esta espectacular modalidade.

Aqui ficam as perguntas do Quiz efectuado.Uma prova que não é assim tão díficil fazer perguntas de economia para um Quiz. Para lá de perguntas como a deste quiz, naturalmente subordinadas ao programa curricular dos alunos, consideramos que as áreas da ciência económica mais propícias a serem encaradas como repositório de perguntas para um Quiz de Cascata serão a da Economia Política, a das escolas de ciência económica e as relativas às grandes rupturas conceptuais (como no último Quiz dos Min., em que foi perguntado quem introduziu o conceito de "vantagem comparativa").

Vejam então se conseguem fazer melhor que os alunos do Rainha D. Leonor. Brevemente, publicaremos aqui as respostas.

1. Que país está em 1ºlugar no Relatório Desenv Humano de 2006?
2. Que Organização Internacional elabora esse Relatório ?
3. Posição de Portugal: 3 hipóteses a) 28 b) 38 c) 48
4. 20% mais ricos / 20% mais pobres nos países nórdicos: a)3,5 b)5,5 c)7,5…. 3,5
5. O mesmo em Portugal (2005) a) 6 b) 8 c) 10
6. Nome das curvas usadas no estudo da repartição do Rendimento?
7. Numa recessão o PIB: a) cresce b) diminui, c) mantem-se estável
8. Em que anos tiveram início as 2 maiores crises económicas do século 20?
9. Como se chamava a política do pres. Roosevelt para combater a Grande Depressão?
10. Nome do economista inglês cujos princípios foram aí aplicados?
11. A que é que os gregos antigos chamavam crise?
12. O que liga Adam Smith ao herói de um romance de H G Wells?
13. Nome da teoria económica dos sécs 17 e 18 segundo a qual a riqueza dos países residia no ouro devendo colocar-se barreiras às importações
14. Em que balança se coloca a venda do passe de 1 jogador de futebol a um clube estrangeiro ?
15. E a compra de acções desse mesmo clube?
16. Em que séc foram os maiores avanços da rev. agrícola em Inglaterra?
17. Em que década do séc 19 foi inaugurada a 1ª linha de comboio ao público?
18. E em Portugal?
19. Em que ano Portugal aderiu à CEE?
20. Em que cidade holandesa foi assinado o tratado que estabelecia o Euro?
21. Quantos países tinha a União no novo milénio? a)15 b)20 c) 25
22. O que é q pode ser fixo ou circulante?
23. Fluxo monetário que sai do Exterior para as nossas empresas?
24. Escreva Investimento utilizando 4 letras.
25. Um Euro vale hoje: a) 1,23 dólares b) 1,33 c) 1,43

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Monday, March 19, 2007

 

Crónica

Noite de Estreias. É o primeiro ponto a salientar da noite de Quiz do passado dia 16 de Março. Pela primeira vez não houve chuva, pela primeira vez a aparelhagem sonora funcionou em perfeitas condições, pela primeira vez um Quiz de Cascata começou a horas, pela primeira vez enfim... (e corrijam-me se estiver errado) não houve polémicas relevantes com perguntas erradas o que me faz enviar um forte saudação ao António Pascoalinho e ao Humberto Silva pelo bom trabalho com resultados à vista!

Destaque para o João Velhote dos Zbroing 747 a quem foi muito justamente entregue o prémio do VI Concurso deste Blogue por mim e pelo Hugo.

O Quiz começou, contudo, com o pé esquerdo. A parte escrita foi a mais difícil de todos os tempos. Quatro equipas tiveram apenas uma resposta certa e apenas uma passou dos 3 pontos. Todos temeram que aquele fosse um Quiz dos meus... Mas a dúvidas cedo se dissiparam. O Pascoalinho brindou-nos com um Quiz interessante se sem perguntas pretensiosas. Confesso que sou um fã confesso dos Quizzes dele e por isso suspeito nesta crónica. Há qualquer coisa de muito fresco e descontraído na forma como inventa aquelas tiradas de descobrir qual é a marca do reclame ou completar a letra da música.

Quanto às equipas, o campeão começa a fugir da concorrência, o que deverá tornar a próxima jornada ultra competitiva uma vez que os Mamedes estão impedidos de pontuar e desfalcados do capitão Jorge Páramos. Os Lagartixas também participaram na noite de estreias e vão pela primeira vez chegar a Abril gozando um magnífico segundo lugar nesta jornada. Um lugar para aproveitar enquanto dura ou será agora o erguer de uma potência adormecida? Nota muito positiva para os reis do defeso, que com excelentes reforços não só chegam pela primeira vez a uma final na sua história como arrancam logo um excelente quarto lugar. Falamos claro da Laranja Mecânica do saudoso Gerd Muller, agora feudo do Coelho Osvaldo e do Papa. Menção honrosa também para os primeiros 3 pontos dos Ursinho. Aliás, se não fosse a já tradicional malapata de na ronda de nível médio ter sempre 4 perguntas directas que dão a volta à sala (desta vez só não foram 5 porque o Filipe Bravo sabe tudo de BD) teria chegado mais longe. Repare-se que os Ursinhos só safaram desta vez com as cascatas que foram amealhando em tal nível. Pelo sim pelo não e porque estamos quase no mês da espiga vamos mandar benzer a nossa mesa em Abril.

Os Zbroing e os Cavaleiros foram o que se pode chamar as equipas “ratazana sorrateira”... Quero dizer com isto apenas que não é preciso ganhar o jogo para se ir trepando na geral. Importa mesmo é ir pontuando sempre. A pouco e pouco lá podem ir levando a água ao seu moinho.

No lado negativo três equipas Indomáveis S. A. D. e BMV, com hecatombe no primeiro nível, e os Mineteiros, a exibirem-se abaixo do ritmo de pódio a que já chegaram em Janeiro. Os Fósseis jogavam pelo divertimento e pelo ponto de honra por isso nada a dizer.

Olhando para a tabela e para os primeiros três meses de campeonato com o novo regulamento há que fazer uma balanço positivo. Não obstante alguns pequenos “pecados regulamentares” da CO tudo tem corrido bem melhor que em 2006. O novo sistema de pontuação motiva as equipas e beneficia a assiduidade. O facto de as equipas organizadoras não pontuarem é excelente para evitar polémicas e em tudo o resto, salvo a imodéstia, penso que os pareceres tempestivos da Leal Chancelaria têm dado conta do recado...

Vamos abrir em breve a novos cronistas. Novidades nos próximos dias. O futuro do Quiz antecipa-se risonho.

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Wednesday, March 14, 2007

 

Distopia, Caso Qualifying, Treinos e Novidades

1. O conhecimento humano não tem limites. Veja-se o quadro abaixo (via AdF), que representa o crescimento de artigos na Wikipedia. Grosso modo, é exponencial. O futuro do nosso jogo está assim garantido. Ou talvez não. A cultura geral do futuro pode ser algo tão fractal que a expressão só fará sentido numa lógica de cluster. O quiz dificilmente poderá ser, como é hoje, um encontro de pessoas com experiências, formações, gerações e gostos completamente diferentes. Uma distopia? Talvez, mas já reparam na quantidade de perguntas sobre B.D. que o lobby das cuecas tem imposto? Querem comparar com o número de perguntas sobre, por exemplo, literatura em geral, escultura ou filosofia?
2. As mini-cascatas de acesso previstas para ontem foram adiadas. O chamado "Caso Qualifying" chegou ao fim, numa decisão que terá agradado à generalidade das equipas, após uma precipitada decisão inicial da Comissão Organizadora. O Cavaleiro Fernando Silva, cromo nº 2, afirmou que "deveria ser encontrado outro método porque as mini-cascatas podem ser muito injustas para equipas que nunca falharam um jogo no campeonato e que se poderão ser sucessivamente eliminadas nas qualificações." Filipe Girão, dos BMV, disse a este blog que "uma equipa apresentar-se consecutivamente às mini-cascatas de acesso e nunca conseguir chegar ao jogo é completamente desmotivante". Paulo Martins, dos Mamedes, afirmou que " a decisão de convocar mini-cascatas não deveria ser tomada com tão pouca antecedência". Parece-nos que a solução ideal, e não tendo a C.O. acautelado a situação em Fevereiro, quando pela primeira vez se colocou a existência de um excesso de equipas face ao número previsto no regulamento, é encontrar um compromisso entre a assiduidade e o mérito desportivo.

3. Quando faltam dois dias para o jogo de sexta, é tempo de desentorpecer os músculos. Duas hipóteses: hoje, na Barraca, o Papa Júlio organiza mais um Quiz. Começa às 22:30. Outra, é ficar por casa e, depois de ler este blog, ficar umas horas a testar os conhecimentos num dos inúmeros sites dedicados ao Quiz. Três sugestões: o Sérgio Gouveia, dos Zbroing, enviou-nos esta. O objectivo é identificar capas de albuns e dá uns prémios jeitosos. Está muito bem construído, inspirará um futuro concurso do blog, mas a dificuldade é verdadeiramente aterrorizante. Ideal para quem passa horas a olhar para discos. Também não é fácil, mas é igualmente divertida, esta sugestão do Alexandre dos Mamedes. Relacionar frases com políticos é uma tarefa homérica - principalmente quando foram ditas à distância de um ano. Se quiserem fugir a espartilhos temáticos, têm sempre os clássicos, e muito cá de casa, quizzes do Guardian (agora conhecido como o Público inglês) e, com um interface mais ligeiro e divertido, o Leopardy do Trivia.com. Bons jogos, apliquem-se nos treinos.

4. O VI concurso do Blog chegou ao fim, como poderão verificar na caixa de comentários do post respectivo. As soluções das guilhotinas de imagens eram o Conde de Lippe, Winston Churchill e Outubro. Com um prestação brilhante, o zbroinguiano João Velhote arrecada um filme do Sherlock. Alexandre Gonçalves, vence o prémio de consolação.

5. Brevemente, este blog avançará para grandes inovações. Desde sempre assumimos a nossa missão de facultar a todos os quizzers cada vez mais razões para nos lerem. Uma vez mais, este mês, demonstramos com o "Caso Qualifying" a qualidade e fidelidade da nossa informação - e nem soezes manobras de diversão e intoxicação nos farão desviar um milímetro dessa linha. É por termos um passado e um presente de que nos orgulhamos, que não prescindimos de preparar o futuro. Assim, e sem perder as características que têm definido o sucesso desta casa, nomeadamente a coesão da redacção e da direcção, ambas unipessoais, introduziremos, já a partir do próximo mês, uma inovação: colunistas convidados, que, alternadamente, honrarão este blog com os seus textos. Serão, numa primeira fase, seis magníficos escribas. Brevemente, avançaremos os seus nomes. Um investimento forte a que nos obrigamos, em nomes sonantes e valiosos, mas que certamente valerá a pena. QdC: um blog com uma qualidade que não cresce menos que o número de artigos na Wikipedia.

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Monday, March 12, 2007

 

Concorrência à vista?

Desde há uma semana que o país se agita com a questão da concentração de poder policial na mão do PM ("o país" é, obviamente, um exagero poético). João Gonçalves inicou as hostilidades aqui (moneyquote: «Só falta a marca da cueca e a orientação sexual, mas lá chegaremos»); Francisco José Viegas prosseguiu desta forma «Ah, Todo Poderoso - Eu tinha insistido: está aí o cartão único, depois vem o cruzamento de dados, depois vem a vigilância alimentar, o controle do nosso tabaco, a suspeita sobre a nossa saúde, a inveja dos vizinhos, o controle do peso, os procedimentos administrativos sobre a obesidade e a vida saudável. Que era um exagerado. Que ninguém ia cruzar dados. Que não havia acesso. Pois aqui está demonstrado, pelo João Gonçalves. E não, não é por causa de José Sócrates; não é por causa deste primeiro-ministro. É por causa dele, do Todo Poderoso, do Estado-Todo-Poderoso. E da gente que por lá anda.»

Vasco Pulido Valente, de quem FJV havia recomendado este texto, aborda o assunto no Público de Sábado, em artigo intitulado "O Estado Policial":
«
Não se trata aqui do indivíduo Sócrates, que não abusará dos seus poderes. Mas da própria existência desses poderes, que nada impede um sucessor, ou mesmo um ajudante obscuro, de eventualmente desviar para fins perversos. Só que nessa altura será tarde para desfazer a máquina que hoje com tanta inconsciência e sem protesto público se anda a pôr em pé. Claro que vivemos num mundo perigoso e é preciso coordenar as polícias. Sucede que das várias formas de coordenação o Governo escolheu a pior: a que mais reforça (e compromete) o chefe do Executivo, a que não inclui um droit de regard do Parlamento e a que deixa os portugueses sem defesa perante a prepotência e o arbítrio. O que de resto não espanta. A liberdade nunca foi por aqui muito estimada.»

Rui Cerdeira Branco afirma, perante a versão inglesa da coisa, que
«Pessoalmente o que vejo é que se estão a passar todas as marcas. Mais uma grande vitória para o terror e para todos os amantes do totalitarismo que, na penumbra, esfregam as mãos perante o futuro vindouro que se está a preparar para lhes ser servido de bandeja. Tudo o que vejo é absolutamente desproporcionado e contém em si um outro potencial de receio, de terror que temos a obrigação de conseguir antecipar

O Helder deixa neste post um óptimo resumo do que se foi publicando sobre o assunto. E nos diários de hoje, pelo menos Rui Tavares e Joana Amaral Dias também opinam, em tom crítico, sobre o tema.

Existem razões para isso? Devem os amantes do conhecimento inútil partilhar das preocupações da opinião publicada? Deverão os amantes de Quiz ficar igualmente alarmados? A primeira tentação é responder que sim. Conjugam-se, para isso, dois factores: a crescente popularidade desta modalidade, com equipas novas a aparecerem como cogumelos, o que tem provocado violenta polémica sobre a instituição de sistemas de acesso (com o embate entre antiguidade e mérito desportivo), e, com isso, o facto de o Quiz ser, por excelência, o jogo do conhecimento.

Ora, consideremos esta hipótese: e se surge no QdC uma equipa made in São Bento? Afinal, elas nascem como cogumelos, e aquilo até é terreno pantanoso. Ora, o acesso a esta vasta rede de informação poderá trazer vantagens enormes a essa potencial equipa. Não só enormes, como absolutamente injustas, visto que está instituído um monopólio. Assiter-se-ia a uma luta com armas desiguais, prevertendo a verdade desportiva que nos é tão cara.

Mas uma análise mais ponderada obriga-nos a uma reflexão importante: os jogos de QdC servem para testar quanto abarcamos desse maravilhoso produto da civilização humana que é o conhecimento inútil. Mas com um particular: por tradição e regra consuetudinária, aquilo que é testado é o interminável conjunto de factos que, em maior ou menor grau, estão acessíveis ao conhecimento público. Conhecimento à distância de um clique no google ou um braço lançado para a enciclopédia (mesmo quando o Pascoalinho faz perguntas sobre o significado de palavras que só aparecem em dicionários ingleses de termos excêntricos do século XVIII). A chamada cultura geral - geral porque partilhada por uma grande massa de indíviduos e acessível a todos os outros. Ora, no caso vertente, está em causa outro tipo de conhecimento inútil: estamos a falar de dados pessoais e privados. Ou seja, enquanto os organizadores não começarem a perguntar coisas como "Que equipa tem dois elementos em tratamento por doenças infecto-contagiosas?" ou "Nesta sala, quem é que tem os impostos em atraso?", não se vê que a nova organização policial do estado português represente algum perigo, venham as equipas que vierem. A igualdade à partida estará, assim, garantida. Aliás, esta operação até poderá fazer desenvolver o gosto pelos jogos de perguntas e respostas. Imaginemos alguns burocratas numa repartição da função pública: "Epá, adivinhem lá que director-geral and a dizer mal do ministro à mulher?", "Sabes que deputado de oposição andou num programa de metadona há uns anos?" - desenvolvendo assim um salutar e entusiástico gosto por este magnífico desporto. É então nosso parecer que o alarmismo corrente é francamente despropositado e que esta legislação pode representar um forte incentivo a esta modalidade.

Foto: Auto-intitulado Animal Feroz que quer saber mais que nós, Lusa

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Thursday, February 15, 2007

 

Período de reflexão: Quiz Renaissance

Visto que estamos na antecâmara de responder a perguntas, (e sendo dezenas delas e não apenas uma com duas opções), é justo que tenhamos, no salutar espírito dos estágios desportivos, um período de reflexão.

Para vos inspirar neste momento que se quer de harmonia e introspecção, damos a conhecer-vos este texto de Stacy Shiff (via johnthomsom). Está giro, sociologia da cultura e tal, o «Professor Pierre Bayard's best-selling "How to Talk About Books You Haven't Read» (a Clara Ferreira Alves anda a perder boas oportunidades de negócio), o inconciliável que é a modernidade com a exigência da literatura séria (tá giro, dentro do género do que o Bloom escreveu há 20 anos 100 vezes melhor, mas tá giro). E uma óptima notícia:

«By one estimate, 27 novels are published every day in America. A new blog is created every second. We would appear to be in the midst of a full-blown epidemic of graphomania. Surely we have never read, or written, so many words a day. Yet increasingly we deal in atomized bits of information, the hors d’oeuvres of education. We read not in continuous narratives but by linkage, the movable type of the 21st century. Our appetites are gargantuan, our attention spans anorectic. Small wonder trivia is enjoying a renaissance. We are very good on questions like why men fall asleep after sex and why penguins’ feet don’t freeze».

«We are no longer reading. We’re searching.», diz a Stacy. É o ar dos tempos, minha amora. Zeitgeist. Deixem-se de coisas chatas e compridas, o quiz é que é cultura. O futuro pertence-nos! Agora, dos pinguins tenho uma ideia, mas disso do sono é que não. É biológico e eu nunca soube nada?

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Wednesday, February 14, 2007

 

Apresentação: Os Cavaleiros do Apocalipse

Os Cavaleiros dispensam apresentações. O entrevistado, Fernando Silva, também. Por isso, optamos por destacar neste preâmbulo uma proposta apresentada pelo Fernando nesta entrevista, que merecerá atenção do blog durante o próximo mês: «Continuo a pensar que a época devia ser de Setembro a Junho. Esta situação pode resolver-se se este campeonato acabar em Outubro e o próximo decorrer entre Novembro e Julho. Neste caso o 4º campeonato já seria disputado no calendário normal». Ou seja, deve a época do QdC seguir o calendário civil, com "apertura e clausura" à sul-americana ou o calendário dos desportos de inverno, evitando-se a interrupção de verão? Um assunto que debateremos proximamente.

Fernando Silva: "Os favoritos somos nós, mas é preciso saber sobreviver na adversidade"

Nome da Equipa: Cavaleiros do Apocalipse

Que plantel inscreveram?
Penso que o plantel é o mesmo do ano passado. Na 1ª sessão jogámos com a equipa do costume. No que diz respeito aos convidados o "Mister" é que trata disso.

Que perspectivam para este campeonato? Quem são os favoritos à vitória final?
Os favoritos são os três do costume mas espero que este ano apareçam mais equipas a lutar pelos primeiros lugares. A 1ª jornada deu boas indicações que o título pode ser disputado por cinco ou seis equipas o que, a verificar-se, seria excelente. Relativamente aos favoritos dos favoritos, como todas as sondagens indicam, penso que somos nós. Mas isso é apenas um jogo de expectativas. No terreno podemos perder como aliás já aconteceu no ano passado.

Quais as ambições e expectativas da vossa equipa?
Esperamos ser mais regulares que no ano passado. Ganhar jogos é importante mas ir sistemáticamente à final e conseguir 2ºs e 3ºs lugares em jogos que correm menos bem é a chave do título. O regulamento premeia mais a regularidade do que as vitórias ( uma equipa só com 2ºs e 3ºs pode perfeitamente ganhar) e a equipa dos Cavaleiros, à boa maneira portuguesa, foi uma equipa capaz do melhor e do pior no ano passado. Como praticante de um desporto mental duríssimo, sei que qualquer um tem um dia em que joga bem mas, os verdadeiros campeões, são aqueles que conseguem sobreviver na adversidade e transformar derrotas em vitórias (ou pelo menos em empates). No fundo qualquer actividade desportiva tem uma vertente económica: o importante é reduzir os danos.


Concordam, genericamente, com as modificações regulamentares?
De um modo geral sim. Continuo a pensar que a época devia ser de Setembro a Junho. Esta situação pode resolver-se se este campeonato acabar em Outubro e o próximo decorrer entre Novembro e Julho. Neste caso o 4º campeonato já seria disputado no calendário normal.
Outro aspecto que merece ser considerado, e já abordei na questão anterior, é o facto da diferença pontual entre o 1º e o 2º dever ser, no meu entender, maior que entre o 2º e o 3º (por exemplo 10, 7, 5, 4, 3, 2, 1). Isto dava maior capacidade de recuperação às equipas atrasadas e tornava o campeonato mais competitivo uma vez que, uma equipa que ganhasse dois jogos seguidos, dava um pulo maior na classificação. Nos moldes em que está a pontuação uma equipa que ganhe algum avanço na primeira metade tem mais facilidade em gerir o final do campeonato.

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Junta de Freguesia da Ajuda é o patrocinador institucional do Campeonato de QdC

É um momento histórico para esta modalidade: este blog anuncia, em primeira mão, que a Junta de Freguesia da Ajuda é o patrocinador oficial do Campeonato de QdC. As negociações chegaram a bom termo durante este mês, contando assim o QdC com o apoio institucional deste orgão público.

Recordemos a ligação umbilical do Quiz, e em particular, do QdC, ao Bairro da Ajuda - não só é local de origem de alguns históricos jogadores, como a Academia Recreativa da Ajuda, colectividade de grande prestígio, se tem constituído como o terreno de jogo e de convívio dos quizzers - já vem de longe e aprofundou-se durante o último ano, com dezenas de quizzers a visitarem, mensalmente, a freguesia da Ajuda.

Assim, a Junta de Freguesia da Ajuda, presidida pelo Sr. Joaquim Granadeiro, resolveu levar mais longe esta identificação entre a histórica freguesia lisboeta e esta modalidade em franco desenvolvimento no nosso país. Doravante, poderemos dizer, sem tibiezas, que a Ajuda é a grande Casa do Quiz da Nação.

A freguesia da Ajuda é uma das mais antigas de Lisboa. Instituída no 1º quartel do séc. XVI, integrando vários núcleos populacionais da altura - Alcântara, Belém -, teve a sua primeira sede no Convento da Boa-Hora. Em 1852 a Freguesia da Ajuda ficou separada do Concelho de Lisboa passando a fazer parte do Concelho de Belém, onde se manteve até uma reforma posterior que voltou a incluí-la em Lisboa. Zona de forte influência belenense, particularmente no castiço Alto da Ajuda, lá podemos visitar alguns dos mais entusiasmantes momumentos e locais históricos de Lisboa.


De forma a contribuir para a identificação entre o Quiz e a Ajuda, este blog publicará regularmente, durante este ano, posts sobre a freguesia da Ajuda: a história, os locais de interesse, as associações, onde comer. Começaremos por um excelente restaurante açoreano que fica junto ao mercado e pelo formidável Palácio da Ajuda.


Entretanto, podemos ainda anunciar que este apoio se traduzirá na oferta dos troféus aos concorrentes. Isto inclui não apenas as medalhas que serão distribuídas na sexta-feira, relativas a 2006, como, e já a partir de Março, uma Taça para a equipa vencedora da jornada.


Não pode deixar este blog de endereçar à C.O., e, em particular, ao João Silva, os parabéns pela obtenção deste patrocínio, desejando que esta parceria perdure e seja frutuosa.

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Thursday, February 01, 2007

 

20.000

Alguns dias depois do primeiro aniversário deste blog, eis que, ao soarem as 08:49:12 de hoje, um estimado quizzer acedeu, - via Tvcabo-portugal cable modem network, utilizando um tandem Explorer 7.x Windows XP -, ao nosso blog. Glória! Alguns dias depois destes senhores terem chegado aos 2 milhões de visitantes, eis que esta casa recebe o seu 20.000º visitante. É verdade, 20 mil, como as léguas submarinas ou as milhas da primeira corrida automóvel realizada em Itália. Glória!

Recuperamos o que escrevemos no balanço do primeiro campeonato: «Desconte-se o juízo em causa própria. Uma fantástica ideia do Luís Nunes. Converteu-se num sítio de consulta diária para todos os quizzers (e não só). Houve classificações, entrevistas, polémicas, jogos psicológicos, mas teve também o mérito de não se limitar ao simples acompanhamento do campeonato. Publicou artigos sobre o Stephen Fry e o River Quiz Cafe, peças acerca da etimologia das palavras, excelentes entrevistas, debates sobre a epistemologia da ciência e o relativismo pós-moderno, reflexões sobre o trivial pursuit, óptimas e fidelíssimas crónicas (algumas com pseudo-eruditas referências), bem conseguidas análises jurídicas, propostas de alterações a práticas, comunicados e cartas abertas, momentos altos e hilariantes de concursos televisivos, crónicas sociais, notícias sobre participações televisivas, propostas para a criação de uma federação nacional de quiz, piadas com o Frank Zappa, notícias sobre transferências ou o surgimento de novos quizzes em bares, sondagens e votações. Foi, essencialmente, bem-humorado. Às vezes com tanta subtileza que houve quem não o percebesse. E houve discussões acessas, umas mais elevadas que outras, nas caixas de comentários. Num país que sofre de um doentio horror ao confronto, são todas um bálsamo. Sendo especificamente dirigido a um público de 60 leitores, ter visitas diárias superiores a esse número. Há dois dias chegou às 169. Mais de 700 pageviews. É hoje a grande casa do Quiz da Nação.» (depois colocamos os links)

Estabilizados acima das 100 visitas diárias (ontem foram 167), o record continua a registar-se nos dias em que o Caso Mamedes esteve no auge. Tendo em conta que os praticantes nacionais de Quiz de Cascata não serão mais de 80 (contando com aqueles que, no mundo dos touros, se designam por espontâneos) estes são, sem dúvida, resultados impressionantes - e a melhor medida da divída de gratidão que temos para com os nossos leitores.

Não nos damos por satisfeitos. Esta espectacular modalidade tem condições para, a médio prazo, dar um enorme salto de popularidade - tipo Grande Salto em Frente, mas sem matar kulaks. Há entre nós gente da envergadura de um David Stern ou de um Joaquim Oliveira. Contarão, sempre, com o nosso apoio e a nossa vigilância: somos o quarto poder do mundo do quiz nacional e, apesar da ausência dos outros três, assumimos, sem tibiezas, essa responsabilidade. Estaremos sempre empenhados em fazer mais e melhor - e em breve apresentaremos algumas pertinentes benfeitorias.

Pergunta-se: e o futuro? O futuro é, clicheêmos, mais risonho que nunca. Maoista, mesmo, mas desta vez funcionará. Neste momento estamos com 1.980.000 visitas de atraso em relação ao Blasfémias, é certo. Mas somos dois anos mais novos. Tudo é possível. Quer o Quiz, quer o liberalismo clássico são duas manias anglo-saxónicas, com pouca saída entre os nativos. Nós temos o handicap de um Malato, eles o de um Abreu Amorim. Se há para aí uns 50 quizzers, também não haverá mais de uma centena de liberais. Eles acham que ninguém tem as respostas a tudo, nós sabemos que o Miguel Maia tentou e o que lhe aconteceu. Nós até podemos jogar em equipa, mas achamos que cada um deve dar as suas respostas e não gostamos de organizadores que tirem respostas a uns para dar a outros, só para equilibrar as coisas. Eles idem. E nós sempre podemos pedir uns subsídios e sonhar com um Ministério para os Jogos, Passatempos Recreativos e Lubrídios com Quesitos. Retomando o fio perdido, fiquemos com a resposta certa: amanhã pertence-nos. Podem começar a olhar para o retrovisor, rapazes.

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