Monday, October 29, 2007
Prémio Oiiiçaammm - Gonçalo Pereira e João Velhote (Zbroing) assumem liderança
A diferença na nota global é inferior a meio ponto, mas foi o suficiente para que estes estreantes na organização de Quizzes de Cascata saltassem para o primeiro lugar. De destacar a homogeneidade nas notas do júri e o curioso facto de os Zbroing não alcançarem a liderança em nenhum dos capítulos de avaliação parcial: na condução de jogo continua na frente António Pascoalinho, na coerência de níveis de dificuldade Jorge Páramos e Alex Gonçalves e, na qualidade das perguntas, novamente o jogo dos Fósseis. No entanto, parece ser este o ponto mais marcante para os jurados, com os três primeiros classificados a ficarem separados entre si por uma única décima neste parâmetro: 7,5; 7,4; 7,3 - deixando a grande distância todos os outros organizadores. Note-se a intromissão de dois rookies no actual pódio provisório.
A liderança a duas jornadas do fim poderia significar que os Zbroing não terminariam a época de mãos a abanar, até porque, pelos resultados parciais já apurados, os Min. do Apocalipse dificilmente lhes roubarão o primeiro lugar. No entanto, as duas próximas jornadas serão organizados por verdadeiros pesos-pesados na organização de Quizzes, veteranos nestas lides: os Lagartixas de Filipe Bravo e os BMV de Girão e Tita. Uma recta final que ainda pode revolucionar a actual tabela classificativa.
Antevisão: Amanhã, neste blog, entrevista exclusiva com a mais recente equipa do Campeonato de QdC, os Ambité.
Labels: estado de graça, Organizadores, Prémio Oiçam, Zbroing 747
Tuesday, October 23, 2007
Zbroing 747 - Batalha de Chancellorsville ou Grito do Ipiranga?
Desde aí, muito aconteceu: sofreram uma violenta crise interna, envolveram-se em três dos casos mais polémicos da história do QdC - o Caso Qualifying, a questão das organizações e o Caso Rotações -, revelaram dotes insuspeitos, organizaram um jogo que mereceu o aplauso geral da plateia, chegaram a ser apontados pelo Luís Nunes como principais candidatos ao título: «Correndo o risco de lançar a polémica acho que se tivesse que meter dinheiro num vencedor do campeonato 2007 seria nos Zbroing 747, ficando os Mamedes e Cavaleiros logo em seguida. Penso que os Zbroing são os mais fortes neste momento», assumiram-se como os grandes dominadores dos concursos do blog e um dos seus elementos tornou-se cronista desta casa.
Ironicamente, venceram um jogo na mesma jornada em que deixaram ter hipóteses matemáticas de vencerem o campeonato (desconsiderando a possibilidade de os Mamedes faltarem aos dois jogos sobrantes). Ainda assim, sucedem aos Indomáveis como os mais ameaçadores adversários dos Lagartixas na luta pelo título de 4º grande e espreitam mesmo o pódio.
Certo é que, na esteira dos EVA e dos Ursinho Bóbó, cometem a sempre extraordinária e semi-miraculosa proeza de roubarem a vitória num jogo aos três grandes potentados do Quiz de Cascata. E, agora, qual será o futuro? É este um momento de apogeu ou é apenas o culminar de uma primeira etapa para estado quase místico de serem "agredidos se ganhassem um campeonato, tal seriam as provocações cheias de presunção e condescendência que as outras equipas iriam sofrer da nossa parte." Afinal, a uma equipa que afirma "não jogar por outro lugar que o primeiro. A massa de lugares entre o segundo e o ultimo é sinceramente desinteressante", de que serve uma vitória numa jornada?
Tudo (ou quase) sobre os Zbroing747, aqui. Brevemente, neste blog, as reacções zbroinguianas a esta vitória.
Labels: Encruzilhadas de crescimento, era importante ouvir o Cónego Melo, Hagiografias, Zbroing 747
Wednesday, October 17, 2007
Crónica da Jornada: outra vez a três.
Antes de mais, o ponto de maior interesse da última jornada do Quiz de Cascata foi, claramente, o que se enuncia: após meses de exílio belga, regressou à competição oficial um dos pioneiros do Quiz em Portugal – Zé Vicente “Santas Noites”. A caminho de novo exílio, desta feita menos intolerável e com mais salero, a importância desta singela presença escapará aos não-iniciados, mas confiem em nós: o campeonato ganhou uma outra dimensão.
Cerca de um ano depois de terem feito a sua estreia na Ajuda, eis que os já muito típicos, e sempre mediáticos, Zbroing 747 tratam da organização de uma jornada. Depois dos recentes jogos - tempestuosos e polémicos - uma opção acertada por um jogo seguro, sem grandes riscos. E, parece-nos, muito bem conseguido. Temas variados, perguntas divertidas, um jogo na linha daqueles que, como os apresentados pelos Fósseis e pelos Médicos, costumam recolher os favores do público. Evitando sempre a monotonia e o desinteresse, pensamos que a melhor crítica que pode ser feita à perfomance dos organizadores é que há muito, muito, muito tempo, que não se via o salão da Academia da Ajuda tão repleto de espectadores nas fases mais adiantadas do jogo. O que até acabou por colocar problemas de outra ordem. Apresentação segura do João, aqui ou ali excessivamente áspera para uma sala que não primou pelo silêncio, igualmente bem o Gonçalo na contagem (este blog não pode deixar de registar a qualidade e a diligência com que nos chegaram as pontuações – um exemplo para futuros organizadores) e no dirimir de dúvidas. Em suma: um jogo de excelente nível, marcado apenas pela discordância quanto a um possível exagero na dificuldade. Já lá iremos. Numa análise temática, prevalência, dentro da pluralidade já destacada, para perguntas geek e cinéfilas – a retratarem as preferências de cada um dos autores do jogo, conferindo a este um tom intimista sem descair no sempre aborrecido umbiguismo e, menos explicável, uma arreigada presença de japonesices.
Pela negativa, destaque para a ausência dos Médicos e, comme d’habittude, dos Biondi Team e Moscatel & Scones. Golfinhos, Santas Noites, Leporinos e Laranja Mecânica ficaram logo pelo primeiro nível. Desagradável para todos, mas mais inesperado no caso das duas últimas equipas, duas habitués na luta pelos pontos. Mais agradável terá sido a noite de dois elementos dos Santas Noites que, no final do jogo, foram confrontados com uma conta conjunta de 37 imperiais. Este não é um blog moralista, mas como é possível querer sobreviver num ambiente de alta-competição com actuações deste jaez? Com comportamentos destes, não são de estranhar os 7 pontos ao cabo de 7 jornadas. Todos de presença, claro está.
Muito comentado foi o grau de dificuldade do nível 1, tido como demasiado elevado pela maioria dos participantes. Sem negar a evidência de uma boa dose de perguntas estarem, claramente, fora do seu sítio – há quanto tempo não havia um jogo com tantas perguntas a “darem a volta” no nível 1? -, somos do parecer que o caso não é de ampla gravidade. De facto, a esmagadora maioria das perguntas era mesmo de nível fácil e, no mínimo, cada equipa acertou 3 perguntas e 2 perguntas directas. Bem diferente do nível 2, onde já existiram 4 equipas que não acertaram qualquer pergunta directa e do terceiro, onde metade das equipas não acertou perguntas directas. Em termos de dificuldade o jogo foi dotado de uma coerência endógena. Eventualmente, terá sido um pouco mais exigente que a média (em particular no nível I) – mas sendo o grau certo dessa exigência assunto dado à discordância, parece-nos que o essencial é conseguir aquilo que os Zbroing fizeram: cada nível foi substancialmente, coerentemente e sensivelmente mais díficil que o anterior.
Vitória, sem discussão, mas dramática, dos Fósseis. Dramática porque era imprescindível para, a 3 jornadas do final, os voltar a colocar na luta pelo título. Sem discussão porque foram sempre a equipa mais regular e nem a excelente ponta final mamedina lhes roubou uma vitória que pareceu sempre segura a partir da segunda metade do jogo.
Os Mamedes viram uma ampla recuperação – verificada precisamente quando o terreno temático se “inclinou” em seu favor, com maior representatividade de perguntas “científicas” e “geeks” -, ser recompensada com um saboroso 2º lugar, que os deixa a apenas um ponto da liderança. Impressionante (pelo menos assim nos pareceu) a prestação na terceira parte, com algumas respostas claramente gebreselassieanas.
Já os Cavaleiros, depois de, ao contrário do habitual, terem começado de forma excelente, terminando o nível 1 com uma vantagem de 5 pontos sobre os mais directos perseguidores (muito ajudados por este nível ter tido uma dificuldade maior do que costuma ser habitual), claudicaram decisivamente nos seguintes: o jogo arrastou-se para terrenos temáticos menos propícios, e foram vítimas de enorme azar nas perguntas directas – depois de não falharem qualquer uma das 6 no nível 1, nunca mais voltaram a acertar numa directa até ao fim do jogo - e a esmagadora maioria delas deu a volta à sala. Nas de cascata, a perfomance não desceu assim tanto: 4 em cascata no nível médio (a segunda melhor prestação de toda a sala) e 3 em cascata no nível díficil (a terceira melhor prestação na sala). O problema foram mesmo os rotundos zeros nas directas. Para lá de, sendo este eventualmente o aspecto mais relevante, grande parte dos neurónios da equipa se terem arrastado num caldo etílico a partir do primeiro intervalo, uma prática que os Cavaleiros já pagaram bem caro em eventos passados.
Em excelente forma, e a caminharem a passos largos para reclamarem, uma vez mais, o estatuto de 4º grande – ou, quiçá, um pouco mais que isso -, estiveram os Lagartixas. À parte as da Santíssima Trindade, foram a única equipa a chegar à casa dos 30 pontos. Depois de uma fase mais alterosa, Filipe Bravo parece ter conseguido estabilizar a nau.
Também nos pontos, Ursinho Bóbó, os quais, depois de um péssimo início de campeonato, que levou a precoces conversas sobre “belenensesizações”, têm vindo a realizar uma prova ao seu nível, mantendo as ambições de chegar ao 4º lugar; e uma excelente supresa: apenas na sua segunda apresentação, os Ambité, de Hélder Clemente e Miguel Fialho, conseguem entrar directamente nos pontos. Uma estreia prometedora, como há muito não se via no Quiz de Cascata. Estará aqui um futuro grande desta modalidade? A colocação poderá ter ajudado, mas chegar aos pontos no segundo jogo e logo numa jornada tão competitiva como esta, em que nenhum dos favoritos encalhou prematuramente, não é para todos. A seguir com atenção.
Prestações intermédias para Min. do Apocalipse, BMV e Indomáveis, uma vez mais fora dos pontos, com os primeiros a serem ultrapassados pelos Ursinho na luta pelo sexto lugar, os segundos a, ainda assim, fazerem uma prestação melhor do que tem sido habitual esta época, isto numa sessão em que prescindiram de Marco Vaza e os BMV a revelarem os habituais problemas de consistência no nível médio que têm revelado esta época. Em 10º lugar, uns desfalcados e prazenteiros Zbroing 747.
A luta pelo título fica assim ao rubro após esta jornada. Uma vez mais, iremos ter uma corrida a 3 até ao fim. As coisas poderão começar-se já a definir na próxima sexta-feira, com a organização dos Min. do Apocalipse.
Uma palavra para o serviço: privados da presença tutelar da D. Paula, em merecido gozo de férias, as esforçadas gentes da Academia da Ajuda tudo fizeram para suprir, com sucesso, esse enorme obstáculo. E com todo o sucesso, diga-se.
Labels: Crónicas, cronicas de outros tempos, Fósseis, geekialite, Zbroing 747, Zé Vicente
Thursday, July 05, 2007
DJ Padilha e a esperança em um dia se tornar agricultor polígamo
DJ Padilha, para maioria dos nossos leitores, que não são connaiseurs, tu não passarás de uma mistificação ectoplasmática, envolvida numa nebulosa biografia. Mas, não só existes no mundo físico, como comprovarás isso mesmo no próximo Domingo. Afinal, quem é o DJ Padilha?
Posso adiantar já que o DJ Padilha pertence aquele tipo de gente que se refere a si próprio na terceira pessoa, em certos dias chega até a só a segunda do plural. Não respeita a autoridade, despreza qualquer Igreja reconhecida, ignora qualquer tipo de governo e está a leste de qualquer hierarquia militar (nem faz a menor ideia se o sargento é mais ou menos que o major). Frequenta anualmente os camarins da Festa do Avante e tem esperança em um dia se tornar agricultor polígamo, quem sabe até latifundiário com um harém!
Porque escolheu o DJ Padilha esta espinhosa carreira, quando poderia facilmente ser Papa, Director de um Centro de Saúde ou o pacificador do triângulo sunita? É a pulsão artística que o consome? São os contratos milionários que regulamente lhe outorgam?
A única satisfação que tira de ser DJ vem do facto de se fazer acompanhar sempre das três Étes, a Gorete, a Lisete e a Elisabete. São elas que o inspiram e segundo ele, por vezes até lhe dão sugestões que ele segue piamente. Traz no seu saco de arte sonora, autores tão diversos como Helena de Noronha, Simone de Oliveira, Os Malteses, Real Companhia ou o projecto Ginga, animando todas as idades e os mais diversos estratos sociais, que segundo ele deveriam ser eliminados por completo numa trituradora Moulinex. Tanto mistura Telectu com Carlos Paião, como Tânia Vanessa com Carlos Paredes. Não tem medo das fronteiras mais reais do espectro musical e até hoje mantém a crença numa harmonia universal em Si Bemol que a todos mostrará o tom (em vez da luz).
No arraial de Domingo, DJ Padilha partilhará os pratos com um dos demiurgos da cena djistica nacional, o MC Grandpa. Algum sentimento especial por isso?
Tem imenso orgulho e contracenar neste arraial com o experiente DJ Grandpa e até já lhe tentou ligar para os dois números de telefone, infelizmente estavam ambos desligados.
Expectativas para domingo, DJ Padilha?
Se existe uma frase que possa resumir a expectativa em relação a Domingo, ela é: Se puderem tragam leitores de CD's portáteis que eu só tenho um.
Labels: a cheirar a sardinhas, aqui não dizemos mal do governo, camarins do avante, Entrevistas, Tânia Vanessa, Zbroing 747
Tuesday, April 17, 2007
Crise nos Zbroing: responsáveis pelo "erro da A3" castigados com exclusão da equipa

No dia 5 de Abril publicou este blog uma entrevista a Gonçalo Pereira, elemento dos Zbroing 747. Nesta, perguntava-se na questão inicial se já tinham sido apuradas responsabilidades quanto ao inaudito falhanço que impossibilitou os Zbroing de marcarem pontos na questão das dimensões da folha A3, entregando-os a uma equipa rival. O tom caústico com que o Gonçalo fustigou os seus colegas de equipa terá parecido, a alguns, inconsequente. No entanto, este blog apurou que as consequências não só existiram, como são drásticas: os dois responsáveis pelo erro referido foram alvo de castigo interno e foram excluídos do cinco inicial dos Zbroing para o jogo da próxima sexta-feira.Sérgio Gouveia, até agora o porta-voz da equipa e colunista deste blog e Tiago Serras Rodrigues foram os protagonistas de uma das respostas que teve entrada directa no inventário de respostas bizarras. Apesar da tentativa de guardar esta informação num cofre blindado, a equipa de reportagem deste blog, na linha do seu exemplar percurso aca..jornalístico, que nos deve encher a todos de regozijo, conseguiu obter dados seguros que apontam para a exclusão dos dois jogadores, castigados pelo seu erro desportivo na pretérita jornada. Fonte não oficial confirmou a este blog que a suspensão será, para já, temporária. No entanto, não estará ainda excluída a tomada de medidas mais duras.
Recordamos que já no início do mês anunciava este blog "que muito se tem falado nos mentideros da possibilidade de existência de divergências nos Zbroing quanto à prestação do Sérgio Gouveia como porta-voz da equipa". Confirmam-se agora as piores expectativas - no resultado de um crescente mal-estar no balneário que acabou por culminar numa decisão salomónica: dispensar não só os serviços do Sérgio, que se equivocou a dar a resposta, como os do Tiago, o qual, ao optar por uma sonora proclamação da versão correcta após terem dado a errada, a ofereceu aos Cavaleiros. Ambos os visados, apurou este blog, estarão já conformados com a decisão, não pretendendo, para já, recorrer do castigo que lhes foi aplicado. Os altos comandos zbroinguianos entenderam que era essencial perservar o espírito e a coesão disciplinar da equipa nesta altura decisiva, em que os Zbroing tentam pontuar, pela primeira vez, em dois jogos consecutivos - um passo essencial para uma equipa que alguns apontam como candidata ao pódio. À dureza da sentença, não será alheia a azeda troca de palavras em que Sérgio e Gonçalo se envolveram na caixa de comentários deste blog. Determinados a colocar um ponto final numa luta interna que ameaçava degenerar no desabar da equipa, optaram os líderes aeronáuticos pela decisão aqui divulgada, prescindindo de dois dos principais activos do colectivo, mesmo que isso venha a custar uma perfomance menos conseguida na sexta-feira. Um exemplo para lideranças menos rigorosas e assertivas.
Poderá ler aqui os perfis dos dois elementos actualmente sob alçada disciplinar.
A importância dos automatismos no actual Campeonato de Quiz de Cascata.
Labels: gajos que são penalizados, limpezas de balneário, respostas erradas, se o quiz fosse inglês técnico fazia-se em casa e não havia cá erros, Sérgio Gouveia, Tiago Serras Rodrigues, Zbroing 747
Thursday, April 05, 2007
Gonçalo Pereira: O nosso objectivo não é lutar pela vitória, é ganhar a todo o custo"
Depois do precalço na última jornada, muito se tem falado nos mentideros da possibilidade de existência de divergências nos Zbroing quanto à prestação do Sérgio Gouveia como porta-voz da equipa. Gonçalo Pereira, em entrevista que hoje publicamos, refuta essas teses. Num discurso pacificador e revelando um enorme espírito de "família", Gonçalo adopta uma estratégia de defesa do grupo, exemplarmente retratada na frase «resta impedir que eventuais desentendimentos internos cheguem a público». De resto, louve-se a notável atitude desportiva do Gonçalo, infelizmente já pouco habitual nestes tempos selvagens, quando, dando mostras de uma generosidade pungente afirma, referindo-se a lesões em adversários com que em tempos foram confrontados «foi extremamente desagradável, e não gostaríamos que tal voltasse a acontecer». É gente desta que faz falta ao desporto.Uma das vossas respostas no último jogo - a das dimensões da folha A4 - entrou no anedotário do campeonato. Já se apuraram responsabilidades?
Não, mas eu apuro-as num instante: aparentemente os meus colegas pensam que o quiz é um desporto individual que se joga em equipa. Assim, todos querem brilhar, respondendo a mais perguntas do que os outros, nem que se tenha de fingir que se conhece, ainda que vagamente, o assunto da pergunta. Aliás, nós devemos ser das poucas equipas que, ao invés de contabilizar os pontos dos adversários, assinala a prestação dos seus próprios membros.
A posição do vosso porta-voz poderá estar em causa? Ao que sabemos, num caso anterior algo similar ( o do acérrimo), optaram pela dispensa. Irão continuar a adoptar esta política de tolerância zero?
É improvável que se possa adoptar essa política, visto que, de uma maneira ou de outra, todos os meus colegas têm manifestado comportamentos inaceitáveis. Assim de repente, e sem especificar nomes (mas eles sabem quem são), temos um que já foi apanhado a comemorar pontos de outras equipas – confundindo até terceiros que pensaram que o ponto nos tinha sido atribuído - , outro que insiste em chegar tarde e a más horas, ainda por cima com desculpas esfarrapadas como “fui jantar com um amigo que não via há três anos e que se vai casar”, outro que afirma que dormir uma hora nas noites que precedem um quiz o ajuda a manter a concentração, quando é notório que ocorre o contrário, outro que diz que é especialista em vários temas mas que depois se fecha em copas quando surgem perguntas dessas áreas, e por fim outro que afirma que é o suplente e por isso se recusa a comparecer, mês após mês. Visto que até ao momento apenas o meu comportamento tem sido irrepreensível, não há muito a fazer, a não ser, talvez, impedir que eventuais desentendimentos internos cheguem a público.
"Os meus colegas não passam de umas fraudes, uns vigaristas, uns profissionais da charlatanice"
É verdade que o artigo do Sérgio no blog foi entendido, no seio da equipa, como uma tentativa de desculpabilização? Há até mesmo quem fale numa crise de balneário.
Não, negamos tudo! O balneário é óptimo, cheio de camaradagem, e estamos mais unidos do que nunca. Todos concordamos com o artigo do Sérgio, sobretudo porque temos consciência que os nossos colegas não passam de umas fraudes, uns vigaristas, uns profissionais da charlatanice. Especialmente eu. A parte de ter consciência, não de ser uma fraude.
Depois de um segundo lugar, regressaram agoras aos pontos. Mas já estão algo distantes dos lugares da frente. Ainda acreditam que podem lutar pelo título até ao fim?
O nosso objectivo não é lutar pela vitória, é mesmo ganhar a todo o custo. Nem que, para isso, seja preciso recorrer a métodos menos ortodoxos, eticamente reprováveis até (risos maléficos). Uma sucessão de infelizes acidentes, por exemplo, anulando pedras basilares das equipas adversárias. Nada que nunca tenha sido feito. Lembro-me de uma pessoa, aqui há uns anos, que ao fazer a barba… (pausa para verter uma lágrima) Enfim, foi extremamente desagradável, e não gostaríamos que tal voltasse a acontecer. Mas pode ser que não se volte a verificar, basta que os deuses do quiz nos sejam favoráveis.
Prevê-se que o próximo jogo possa ter uma dose de ciências duras superior ao normal. Algo que vos preocupe especialmente ou confiam mesmo no Luís Bravo?
Duras ou moles, o Ciências é o Ciências é o Ciências.
Labels: Acidentes infelizes, crise interna, Entrevistas, Gonçalo Pereira, porta-voz, Zbroing 747
Friday, March 09, 2007
Caso Qualifying: Santas Noites e Zbroing 747 em frente unida contra decisões da C.O.
Foi durante a madrugada de ontem que, numa sala enfumarada junto à zona ribeirinha de Lisboa (não, não foi na Barraca), que foi selada uma aliança entre duas equipas do campeonato: Zbroing 747 e Santas Noites - recordemos que ambas estão obrigadas a disputar o qualifying marcado para a próxima terça-feira. Ao que apurou este blog, a iniciativa partiu da liderança santista, mas foi rapidamente acolhida de modo favorável pelo potentado aeronáutico. Na colorida descrição das nossas fontes, após a explanação da ideia e programa de acção por Marta Mendes, o zbroinguiano Sérgio Gouveia terá respondido com um entusiástico "Vamos a isso!". Ficou assim selado um pacto que promete abalar as estruturas dominantes no QdC. A sessão de trabalho, rodeada de muito secretismo, reuniu vários elementos das duas equipas agora aliadas, tendo acabado por ser aprovado um plano de acção cujos autores e fautores pretenderiam resguardar do conhecimento público, mas que este blog, com a eficácia e argúcia que lhe são unanimente reconhecidas, conseguiu conhecer e dar notícia.
Fundado no interesse mútuo de evitar a presença no jogo de acesso e, obrigatoriamente, a ausência de umas das equipas na jornada de Março, as teses que são defendidas pela aliança contestatária sustentam-se num fundamento axiomático: as equipas que estão presentes desde o início do campeonato (até ao momento em Janeiro e Fevereiro), sem faltas, não devem ser desvaloradas perante equipas espontâneas ou que se inscrevam no decurso do campeonato - principalmente quando não existiu qualquer aviso prévio de que a classificação de Fevereiro iria levar à realização de uma mini-cascata. Assim, o objectivo é evitar que a mini-cascata se realize, ou que não se realize já este mês, ou ainda, no mínimo que os Santas Noites e os Zbroing 747 possam ser excluídos dela - embora vozes mais radicais ponham mesmo em causa o sistema de acesso.
Numa 1ª fase, será adopta uma estratégia de soft-power, tentando a aliança influenciar a opinião púlica, de forma a condicionar a C.O., pressionando-a a reverter a decisão, que foi anunciada não admitindo qualquer recurso. Foi já encetada uma operação de angariação e solidificação de apoios, que, ao que sabe este blog, está a ser bem sucedida. Fruto dessa estratégia, terá sido já a passagem, confirmada por todas as nossas fontes, de um elemento da C.O., pelo local da reunião, onde não se pronunciou desfavoravelmente quanto aos objectivos aliados. Um indicío sintomático de que o vento poderá correr a favor dos contestatários, para mais conhecendo-se as proverbiais incertezas da C.O.
Contudo, também sabe este blog que formas de luta mais radicais não estão descartadas, podendo inclusive passar por um boicote à mini-cascata de acesso. Em declarações a este blog ,Marta Mendes foi lacónica, mas esteve longe de negar o facto: "É muito provável que não estejamos lá na terça. Pelo menos, ainda não decidimos ir.". Fonte próxima dos aliados afirmou também que "esperemos que impere o bom-senso e que não tenhamos de chegar a esse ponto, mas está tudo em aberto".
Os revoltosos estão esperançados numa reviravolta da decisão da C.O. - estribados que estão no descontentamento da generalidade das equipas, conforme provaram as auscultações feitas por este blog, com mais este acto de gestão da troika organizativa. Confrontados com a previsão das mini-cascatas de acesso nos regulamentos, um comando aliado retorquiu "bem, e não foram cumpridos em Fevereiro porquê? E não prevêem 15 equipas? E porquê agora, com 1 semana de distância, é que temos conhecimento disso? Não podiam ter avisado em Fevereiro que corríamos este risco? E quais os critérios, onde estão escritos?". Já um observador contactado pelo QdC, afirmou, ostentando um sorriso meio cínico que "era, no mínimo, ridículo que a C. O. viesse agora invocar os regulamentos, depois do respeito que o Júlio e o João demonstraram por eles nos jogos que organizaram. Digamos que talvez devam procurar outros argumentos que não esses...".
Em declarações a este blog, João Silva, membro da C.O. deixou um seco " Eles que não me chateiem muito", mas sem querer confirmar ser essa uma tomada de posiçao final. No entanto, o QdC sabe que outro elemento da C.O. terá afirmado que "os Santas Noites não passam de fogo-fatúo", declarações que terão provocado muito desagrado na equipa santista, para mais tendo sido feitas em público.*
Enfim, um assunto que marcará a actualidade nos próximos dias e que o QdC acompanhará atentamente.
Última hora: C. O. cede no caso qualifying!! Novo post com todos os desenvolvimentos e reacções, inclusive dos vitoriosos frentistas, para breve.
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Wednesday, March 07, 2007
Mini-Cascata de Acesso em estreia no dia 13
Era inevitável: a confirmar-se um volume de inscrições similar ao habitual, as mini-cascatas de acesso irão mesmo realizar-se.Prevaleceu assim a tese de que os jogos só poderão ser disputados por 13 equipas (apesar da participação de 15 acarretar apenas a realização de mais 12 perguntas). Assim, doravante, apenas os 11 primeiros classificados de cada jornada (e a equipa que a organiza) terão entrada directa no jogo seguinte (não é a classificação geral que conta, o que, atendendo à inconstância de algumas equipas do pelotão da frente, poderá transformar estas pré-eliminatórias num palco de duelos dramáticos). As restantes equipas terão de disputar esta pré-eliminatória para garantir o acesso ao quadro. Assim, os Moscatel & Scones, Zbroing 747, Santas Noites e o Team Biondi do Nuno de Oliveira, serão os participantes na luta pelo acesso ao único lugar em aberto para o jogo de dia 16 de Março. Vários analistas consultados pelo QdC apontaram, unanimemente, os Zbroing como os grandes favoritos à entrada no quadro, vaticinando-lhes uma vitória fácil.
Note-se que a presença nas mini-cascatas garante, desde logo, "o ponto da praxe", mesmo às equipas que não se apurarem para a jornada. Mas esta só se realizará caso as equipas com entrada garantida confirmem a presença no jogo de dia 16: e poderão fazê-lo até às 12:00 de segunda-feira.
Foto: um Coloni, na única ocasião - Mónaco 1989 - em que a martirizada equipa conseguiu qualificar os dois carros para a corrida. Dois anos depois, nem uma - a mais "extraordinária" proeza foi quando, no Estoril, o motor rebentou ANTES da pré-qualificação. Quem será o Matos Chaves do QdC?
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Thursday, February 15, 2007
Apresentação: Zbroing 747
Sérgio Gouveia: "Somos fresquinhos e esperamos um campeonato rasgadinho"
Nome da equipa: Zbroing 747
Classificação 2006: 10º
Blog: zbroing747.blogs.sapo.pt
Que plantel inscreveram?
O plantel possível. Seis homens, cada um especializado na sua área muito específica: um tem bigode, dois são casados, outro é da Figueira da Foz, ainda outro tem uma mota mas anda de carro e o último chama-se Gonçalo. São respectivamente o Padilha, o Serras Rodrigues, o Ciências, o Sérgio, o Megas e o Gonçalo.
Que perspectivam para este campeonato? Quem são os favoritos à vitória final?
Um campeonato rasgadinho, emoção, aquelas coisas. Por sermos fresquinhos conhecemos ainda mal a maior parte das equipas, mas diria que se o sorteio não nos deixar numa mesa entre Mamedes e Cavaleiros não ficamos muito aborrecidos. (a utilização dos termos fresquinho e rasgadinho é da exclusiva responsabilidade do autor e não implica os restantes membros Zbroing 747. E se não se souber quem é o autor também não vem mal ao mundo).
Quais as ambições e expectativas da vossa equipa?
Fruirmo-nos e ganhar um jogo. Se virmos que é muito fácil poderemos ter vontade de ganhar mais. Ainda não decidimos bem, mas conquistar o Myanmar também era bom. E vá, lutar pela paz entre os povos.
Concordam, genericamente, com as modificações regulamentares?
Achamos giro haver um regulamento. Aqueles de nós que são casados estão já a ser olhados de lado lá em casa. Novamente, por não termos acompanhado de muito perto a época passada não temos uma opinião formada neste tema fascinante. Iluministas que somos, no entanto, gostamos quando a lei reflecte os costumes e vontades gerais da comunidade. Se for esse o caso, baril.
NDR: As equipas Laranja Mecânica, Mineteiros e Fósseis não estão nestas apresentações porque não responderam. Tentaremos apresentá-las para o mês, juntamente com os Golfinhos e os Moscatéis.
Labels: Apresentações, Entrevistas, Sérgio Gouveia, Zbroing 747