Monday, October 20, 2008

 

Quase Tri-Campeões - Vencedores da 9ª Jornada

FERNANDOS MAMEDES

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Wednesday, October 24, 2007

 

Jorge Páramos: Fósseis ainda não estão fora da corrida

Os campeões Mamedes saltaram para a liderança do campeonato a duas jornadas do fim. Bastou um terceiro lugar na última jornada - o que, segundo os próprios, tornou a noite um pouco menos saborosa. Fomos ouvir o Jorge Páramos e a Sofia sobre as expectativas dos Mamedes.

Apesar de não terem vencido, a última jornada foi das mais saborosas das que já fizeram? Afinal, viram os vossos adversários directos ficarem ambos fora dos pontos.
JP: A possibilidade de saltar para a frente foi muito agradável, mas não foi especialmente saboroso, porque se perdeu a competição. Mas fizemos um jogo consistente, o que é sempre bom. Em suma, foi a borla que esperávamos para repor o equiíbrio da Força.
SSS: Não ganhámos e deixámos fugir o amantíssimo 2º. Pouco, pouquíssimo saborosa.

Desta vez, assumem a liderança uma jornada mais cedo do que na época transacta. Isso é positivo ou negativo?
JP: O saldo é positivo, porque permite maior margem de manobra; infelizmente, estaremos ensaduichados na próxima jornada, o que tornará mais difícil não gastar já essa mesma margem. Mas os jogos do Filipe Bravo não nos são tradicionalmente muito propícios, de qualquer modo... No fim se verá.

O facto de passarem as primeiras partes das épocas na perseguição, sem irem para a frente puxar, é uma questão táctica?
JP: Claro que não: tentamos manter sempre a mesma proporção de concentração e relaxamento. Mas acho que nos portamos melhor sob pressão. E, como a estatística mostra, não é apenas por culpa própria que evoluímos assim durante o campeonato.

Não têm muita experiência em jogarem estando na liderança. Isso pode ser um handicap?
JP: Desde que estejamos a menos de cinco pontos do primeiro,consideramo-nos também na liderança; como tal, não acusamos muito a questão. Isto, claro, sem considerar o ensaduichamento. De resto, ou sabemos as respostas ou não.

Têm alguma coisa a dizer sobre o Caso Rotações? Houve quem estranhasse o vosso silêncio.
JP: Não nos pronunciámos por falta de interesse directo e desconhecimento legal da coisa. De qualquer modo, regras ou jurisprudência à parte, parece-me injusto se existir um tratamento
diferenciado. Mas é obviamente chato retirar pontos a uma equipa que agiu de boa fé e de acordo com as indicações da Comissão.

"Não conheço os regulamentos de cor, mas espero não ser prejudicado na secretaria"

Numa perspectiva mais geral, como avaliam este campeonato? Tem existido mais equilíbrio e competitividade?
JP: Sim, sem dúvida: além da previsível luta tripartida pela liderança, tem existido uma salutar disputa dos lugares da Europa. E, mais importante, novas equipas a ganhar, e que podem influir na questão final do título, mesmo não o ambicionando directamente. Parece-me que muitas das equipas que marcam presença na fase final se poderiam tornar pesos-pesados com a adição de um elemento que colmatasse alguma falha específica.

A luta pelo campeonato ficou praticamente reduzida a duas equipas. Concordam? Já não contam com os Fósseis?
JP: À primeira vista pode parecer assim, mas o quiz do Filipe Bravo parece-me bastante propício a uma recuperação dos Fósseis: basta que o sucedido nesta jornada se repita e tudo volta a estar bastante baralhado. É esse o interesse da divisão por níveis: um mau arranque
pode afastar a equipa do jogo, impossibilitando uma recuperação tardia. E é esse o nosso medo, muito medo!


Gostam mais de ganhar aos Fósseis ou aos Cavaleiros? E com quem preferiam perder?
JP: Gostamos mais de ganhar a quem está mais à frente, ou menos atrás de nós. E o contrarecíproco para perder. E muitas vezes sentimos que estamos a jogar directamente contra o quiz em si: ganhar-lhe é ter sorte na cascata ou tema da directa, perder é receber uma pergunta "Ui que somos tão burros" ou ver uma cascata interrompida. O mais importante é que não competimos para vencer uma ou duas equipas, mas para ganhar a todas!


Tendo em conta os organizadores dos próximos dois jogos, acham que o registo dos jogos vos poderá ser favorável?
JP: Como já disse, o jogo do Filipe Bravo mete-me algum medo, porque algum tema mais esotérico pode dificultar-nos bastante a vida. Já o último não nos preocupa tanto: costumamos dar-nos bem com os jogos Filipe Girão e da Tita. Mas, se o próximo correr mal, a pressão pode ser determinante. A cafeína no sangue também.
SSS: O jogo do FB é sempre uma incógnita (o que não deixa de ser divertido). O jogo Filipe/Tita costuma ser-nos favorável; aliás, sei de fonte segura que o 3º nível vai ser dedicado a Harry Potter, e aí ninguém me ganha. Note-se que é só por isso que os mamedes me mantêm na equipa: à espera de um quiz potteriano.

Receiam que, a exemplo da época anterior, a vossa vitória possa ser colocada em causa após o terminus do campeonato? Têm cumprido escrupulosamente os regulamentos?
JP: Espero que sim, não sei os regulamentos de cor. Já libertei alguns gases durante o segundo nível (de boa fé), e não comuniquei a ocorrência à Comissão: espero que tal não prejudique a minha equipa na secretaria.

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Tuesday, April 24, 2007

 

A minha opinião (Parte II - Onde a coragem dos organizadores valeu a pena)

Ante-Scriptum: Conforme prometido aqui (a propósito, leiam a discussão na caixa de comentários), tratarei agora das inovações que eu creio terem valido a pena. Chamo a atenção para o facto de nestes dois posts apenas analisar o que de novo houve na organização dos Mamedes – uma avaliação geral ao jogo ficará para a crónica.

A melhor palavra que encontro para definir o quiz de sexta será “académico”. Os ingleses fazem a distinção entre o quizbowl (jogado especialmente nas universidades) e o pub quiz. No primeiro, o que vai a jogo é conhecimento mais sólido, no segundo, não se prescindindo do primeiro, há mais espaço para fait-divers, banalidades, factóides da vida social e da história, em suma, tecnicalismos. Ora, o que se vem assistindo no quiz de cascata é aquilo que o Jorge Paramos e o Jorge Azevedo Correia já aqui diagnosticaram: uma radicalização a favor dos tecnicalismos – independentemente do tema, mas mais agravada quando tocava a ciências empíricas. Eu recordo-me de, no jogo de Janeiro, ter sido abordado no intervalo pelo então desconhecido Vítor Magueijo, que me dirigiu uma pergunta: “diz-me uma coisa: isto aqui não fazem perguntas de ciência?”. Ou seja, até o equílibrio próprio do "pub quiz" se tem vindo a perder.

Numa contagem privada que tenho feito, saíram nos 8 jogos anteriores a este 58 perguntas de BD. De cinema, terão sido umas 100 e muitas. Filosofia e economia, uma única. É claro que as perguntas devem ser escolhidas pelo critério de divertir as pessoas, e que existirá sempre preponderância de alguns temas sobre outros. O problema é quando se presume que os nossos gostos, ou os do nosso inner-circle, retratam fielmente as inclinações de todos, quando se toma a parte pelo todo - ou que existem temas que todos gostam ou poderiam gostar, em maior ou menor grau, como a BD e o cinema; e outros que não interessam porque, supostamente, ninguém gosta, como a teologia ou a bioquímica. As perguntas de filosofia e economia estavam interessantes – o que vem provar que os não-cientistas também podem fazer perguntas de ciências sem se refugiarem na banalidade.

As perguntas testaram efectivamente conhecimento científico trivial e não meros factóides da história da ciência – e digo isto com a autoridade de quem não faz a mínima ideia das implicações do benzeno ter uma estrutura em anel. É claro que é interessante saber e perguntar porque não derrete o gelo no microondas – bastante mais do que conhecer anos de Nóbeis, símbolos da tabela periódica e quem inventou isto ou aquilo. A esmagadora maioria das perguntas de ciências não implicava a frequência de qualquer curso universitário – apenas a leitura de livros ou artigos de divulgação científica. Negativo: algumas perguntas solicitariam “resposta aberta”. A meu ver, isso provocou problemas por duas razões: os leigos, por ignorância, imaginaram que estavam perante coisas hiper-complexas; e para isso muito contribui os especialistas na matéria terem revelado uma enorme tendência para o exibicionismo, com respostas bem mais extensas e complicadas do que seria necessário. Numa das poucas que eu sabia, a da temperatura se dever ao movimento das moléculas (obrigado Bill Bryson), nem sequer consegui entender a resposta que foi dada. Enfim, grande parte da agitação na sala é Pavlov que a explica.

Obviamente que houve algum exagero, e é natural que este género de perguntas seja minoritário – a divisão equitativa aproximava-se mais de um quiz bowl. Obviamente que não é desejável que existam tantas perguntas de química, em desfavor de áreas que, por entendimento comum, são nobres no quiz, como a geografia. Mas a este respeito, relembro do que escrevi na crónica do jogo de Novembro: “Mais do que é hábito, certamente, mas excessivo? Sendo que apenas esporadicamente há jogos com tanta ciência, julgamos que até resulta num equilíbrio justo”. Não retiro uma palavra.

Em suma: as perguntas (refiro-me apenas às dos temas menos habituais e que provocaram polémica) estavam muitíssimo bem esgalhadas. E parafraseando já não sei quem sobre os Lusíadas, se nós não percebemos isso, a culpa é nossa e não de quem as fez.

Assim, o saldo desta inovação é, a meu ver, amplamente positivo – porque equilibra as contas, quer nos temas, quer na tipologia de perguntas; e por provar que é possível fazer perguntas de ciências sem recorrer aos fait-divers. Não se devem confundir as tradições com maus-hábitos.

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Sunday, April 22, 2007

 

A minha opinião (Parte I - Onde os organizadores falharam)

Ante-Scriptum: O jogo dos Mamedes foi o menos convencional dos realizados até hoje na história desta modalidade. Foi, essencialmente, um jogo de risco. Na minha opinião, houve riscos que valeram a pena correr (independentemente de a coisa ter funcionado) e outros que se revelaram, como eu previa, uma aposta desastrosa. Ou seja: eu gostei muito de algumas coisas, não gostei nada de outras. Hoje, irei falar-vos das segundas.

Memória pessoal: estive, há uns dias, numa conferência profissional. No palco, um ministro (político) e o administrador de uma grande empresa do sector dos transportes (gestor; brasileiro, o gestor, pública, a empresa). A dada altura, o primeiro refere, com o típico entusiasmo da classe (leia-se: inconsciência), um prometedor mercado, sugerindo, com a típica generosidade da classe (leia-se: é o dinheiro dos outros), que a empresa o deveria começar a explorar de imediato, nestes termos: “É o grande mercado do futuro, não podemos perder tempo”. O gestor levou as mãos à cabeça, e respondeu prontamente, inundando o auditório de gargalhadas (ler com sotaque brasileiro): “Tem toda a razão, sr. ministro. É mesmo o mercado do futuro. E, lhe garanto: quando o futuro chegar, nós estaremos voando para lá. Mas enquanto não chega, a gente aguarda”. Naturalmente, não é grande ideia vender hoje se os clientes só existirem na próxima década.

A tendência para apostar no futuro, para arriscar e inovar, é parte da natureza humana, e daí tanto vem o bem como o mal. Em algumas áreas, como, ‘zamente, a Ciência, é essencial; nos negócios, é, tautologicamente, arriscado – e, como sabe o gestor citado, há riscos que se devem correr e há outros incomportáveis; na Política, conduz quase sempre a resultados catastróficos (por muito estimáveis que os objectivos pareçam ser) – como, melhor que todos, entendeu e ensinou este senhor há mais de 200 anos. Por alguma coisa recomendava Popper que a utilização do método tentativa-erro nos assuntos públicos fosse sempre efectuada de forma módica, restritiva e limitadíssima. Isto é tão certo que deu origem a uma lei com maiúsculas: the Law of Unintended Consequences.

Onde quero chegar com esta apologia do conservadorismo? A isto: do ponto de vista do organizador, o Quiz é muito mais Política do que Técnica. Foi a Law of Unintended Consequences Law que o Jorge e o Alex ignoraram quando optaram por aquilo que neste blog se classificou como cenas geeks e choque tecnológico.

Vá lá que, ao contrário da política, no quiz as pessoas não morrem nem empobrecem. Mas chateiam-se e agitam-se. E esse foi o problema. Claríssimo: ter de estar sentado a fazer as perguntas, impossibilita qualquer condução eficaz de um Quiz de Cascata (pelo menos em Portugal, na Alemanha é capaz de dar). Por isso é que a qualidade do jogomelhorou drasticamente no Nível III, quando já só havia 6 equipas, todas nas 2 primeiras filas. A grelha, o policromático, tudo muito giro; mas e depois, o tempo que se demora a fazer as perguntas? Estar em pé para ouvir as respostas das equipas, depois voltar para a cadeira para pôr os olhos no monitor, depois assentar os pontos, depois procurar a nova pergunta. Naturalmente, as fileiras irritam-se. Para mais quando as coisas já começaram a destempo, precisamente devido ao inqualificável atraso dos organizadores (shame on you; eu bem fiz a proposta para que os regulamentos previssem uma penalização a organizadores atrasados), e a uma prova escrita que, apesar de estar interessantíssima, divertida e com muita qualidade, sofria do pecado que temos abordado, resumido num aforismo: o óptimo é inimigo do bom. Até poderia funcionar, se as equipas estivessem habituadas aquele formato (e não perdessem tempo e energias à procura de respostas a perguntas onde já tinham acertado metade e dificilmente chegariam à totalidade) e se os organizadores tivessem 10 ajudantes para corrigir as 40 alíneas de cada uma, mas, não sendo assim (lá tá!), resultou num tremendo desgaste e na chatice da primeira pergunta ter sido feita depois da meia-noite!

Com as dificuldades que criaram a eles próprios, os organizadores raramente conseguiram controlar as operações. Em conversa com o Fred ainda durante o jogo, chegamos a esta analogia: foi como aqueles jogos de futebol em que o árbitro começa a inventar umas coisas no princípio (mesmo inocentes, do tipo repita o livre que a bola estava 10 cms à frente), enerva os jogadores e o público, e, a partir daí, até pode fazer uma arbitragem perfeita que lhe cai sempre tudo em cima a qualquer apitadela.

Esta é a parte negativa do saldo do jogo de sexta; de qualquer maneira, parabéns pela coragem: tiveram o mérito de tentar e a homenagem à D. Paula foi muito bonita. Mas há inovações que não interessam. Há tecnologia que ainda é demasiado incipiente para ser útil. Há, retomando o início, mercados com tanto futuro que são ruinosos no presente – que é onde estamos. O princípio de que se deve desconfiar de ministros ou governos voluntaristas e inovadores aplica-se a Quiz-Masters. O progresso que venha, mas devagarinho e com cuidado. Brevemente, escreverei sobre o que gostei.

HO

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Tuesday, March 27, 2007

 

Boletim Clínico: Jorge Páramos lesionado, Mamedes destacam Alex para a organização

O mamedino Jorge Páramos, organizador da próxima jornada do Campeonato de QdC, entrou na lista de lesões. Segundo a equipa médica dos Mamedes, o prazo de recuperação permitirá a presença do jogador no regresso à competição (da que conta para os pontos), aprazado para o mês de Maio. Em causa poderá estar a organização da jornada de Abril, que os Mamedes haviam delegado, desta vez, no Jorge. Ao que apurou este blog, foi de imediato decidido, para precaver qualquer atraso na recuperação, que Alexandre Gonçalves, inicialmente convocado para alinhar na partida a feijões, será destacado para colaborar com o Jorge na feitura das perguntas. Os Mamedes alinharão assim desfalcados de dois dos seus principais craques no próximo jogo. Segundo índicios recolhidos pelas nossas equipas de reportagem, a lesão foi contraída numa actividade extra-quiz, o que terá deixado desagradados os alto comandos mamedinos. No entanto, não é previsível que venham a recair sanções disciplinares sobre o jogador, visto ser o primeiro incidente deste tipo. Um especialista contactado pelo blog QdC afirmou que «não quero comentar este caso em particular, por que não o conheço, mas poderá ter existido alguma negligência por parte do Jorge. Quem joga quiz para ganhar, não se pode entregar aos delírios dos comuns plebeus - para mais quando falamos de actividades físicas próprias de primatas, como correr e saltar. Esse tipo de desportos, pretextos para exibicionismos de irracionalidade colectiva, é uma forma extrema de imbecilidade, que potencia a vocação tribal, o machismo, a dissolução do eu no amorfo gregário. Um jogo de requintado prazer intelectual, como o Quiz, não é compatível com a redução autista a débil mental de miolos e testículos achatados, pela prática de defender ou marcar golos de empreitada. No Quiz, para lá do risco ser menor, há sempre a segurança adicional de estarem lá por perto os N.N.A.P.E.D.. É sempre possível que se apanhe uma pneunomia, porque está sempre a chover e faz um frio siberiano, ou que se entupam umas artérias, por causa do preço do whisky e das bifanas, mas nada que impeça uma vida civilizada. Quanto muito, um AVC, que é chato para a vida, mas é um inconveniente próprio dos países de 1º mundo, logo civilizado tout court ». Contactado por este blog, Jorge Páramos recusou alarmismos e assegurou que estará presente no próximo jogo, como organizador, prometendo que o empenho total na recuperação lhe permitirá surpreender o auditório com algumas perguntas sobre anatomia e fisioterapia. Recordamos que Jorge Páramos é um dos novos colunistas deste blog, sendo a sua estreia daqui por umas horas.

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Monday, March 19, 2007

 

They´ve done it again!


FERNANDOS MAMEDES
VENCEDORES DA 3ª JORNADA

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Monday, February 19, 2007

 

Vencedores de Fevereiro

FERNANDOS MAMEDES


Crónica amanhã...

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Friday, February 09, 2007

 

Miguel Maia desmente regresso imediato: "Depois de sete anos a quizar, estou em pousio"

Como tínhamos prometido aqui, conseguimos obter declarações exclusivas do Miguel Maia sobre a hipótese de retornar em breve à competição quizzistica, hipótese aventada pelo Alex dos Mamedes em entrevista a este blog.

Miguel Maia recebeu simpaticamente a nossa abordagem, e, conforme atestam as palavras do próprio, refuta, liminarmente, que o regresso num futuro próximo esteja nas suas cogitações - embora sem anunciar um ponto final definitivo na carreira. Com a calma e a bonomia que o caracterizam (fora dos terrenos de jogo, bem entendido), afirmou "nunca disse isso nem o contrário, por motivos pessoais que nada têm a ver com o jogo de quiz em si decidi manter-me afastado". Adiantou ainda que "nao tenho tido contacto com ninguém, portanto qualquer comentário que tenhas ouvido sobre eu regressar ou não é mentira, porque nunca falei disso com ninguem", no que pareceu uma tentativa de não lançar para a sua antiga equipa, os Mamedes, o anátema de uma contratação falhada.

As dúvidas que estas declarações poderiam provocar, nomeadamente a partícula "nunca disse isto nem o contrário", ficariam parcialmente esclarecidas quando o Miguel nos disse que "enquanto alguns elementos estiverem directa ou indirectamente relacionados com o quiz de casata, seja a organizar ou a jogar, dificilmente me verão por lá nos próximos meses ou anos". Vê-se assim confirmado o cepticismo de alguns quanto às reais possibilidades de vermos o Miguel a evoluir, ainda durante esta época, nas mesas da Ajuda.

Numa declaração bem sintomática do afastamento em relação a competições quizzisticas, Miguel Maia disse ainda que "por agora, estou completamente em pousio, ao fim de 7 anos a jogar e a organizar quizzes saturei completamente". Assim, os quizzes organizados pelo Miguel em diversos bares encontram-se provisoriamente interrompidos.

No entanto, questionado quanto às suas actuais capacidades, e depois de afirmar, num tom pesaroso e resignado que "eventualmente, já nem sei algumas capitais", Miguel Maia correspondeu da melhor forma ao desafio do nosso repórter, respondendo, sem tibiezas nem hesitações, à pergunta "qual a capital da Samoa Americana?". Prova de que quem sabe nunca esquece? Ou, pelo contrário, continuará o Miguel preocupado em manter a forma? Só o futuro nos poderá esclarecer. Certo é que o cinco inicial do Mamedes continuará, previsivelmente, a ser aquele que lhes garantiu o título de 2006

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Wednesday, February 07, 2007

 

Mike is back?

No dia 20 de Março de 1815, o «Ogre de Corse» entra triunfalmente em Paris. Menos de um ano depois do regresso dos Bourbons, havia abandonado a ilha de Elba, desembarcado na Provença e conquistado novamente o trono imperial. Napoleão estava de volta.

Hoje, nos primórdios do século XXI, a história repete-se. Parece que o regresso de Miguel Maia ao campeonato do Quiz de Cascata está iminente. Alexandre Gonçalves, em entrevista a este blog, admitiu, e, pela primeira vez, publicamente, que os Mamedes preparam o regresso deste destacado vulto. Há cerca de um ano, este blog descreveu-o assim: «...o Miguel é, no mínimo, um cardeal da cúria. “Meticuloso e obsessivo”, dizia-se, justificadamente, na reportagem da Pública. Decorava cartões de Trivial Pursuit, Atlas, via a MTV para saber nomes de bandas. Hoje, tem uma próspera indústria de jogos de quiz, espalhados pela área metropolitana de Lisboa. O homem capaz de fazer sombra ao google earth, gosta de heavy metal e de viagens e desgosta de tabaco e de whisky.»

Logo depois desse artigo, uma séria polémica - que chegou a provocar a emissão de um comunicado dos Cavaleiros - marcou o início de uma história que (quase) todos conhecem, acabando, meses depois, por vir a ser uma das causas do Caso Mamedes. Será que passados exactamente dozes meses da sua última participação num jogo de QdC, o Miguel estará de volta à Ajuda? Este blog foi saber como alguns quizzers - entre aqueles que melhor e há mais tempo o conhecem - avaliam o possível regresso do Miguel Maia. Fernando Silva, dos Cavaleiros, que jogou durante dezenas de Quizzes na equipa do Miguel Maia, mostrou-se céptico quanto às actuais mais-valias desportivas do Miguel, afirmando "não acredito que ele venha a ser muito participativo nos jogos propriamente ditos. Para mim, a ideia dos Mamedes ao inscrevê-lo é mais fazerem dele uma referência. O Miguel será uma espécie de Rainha de Inglaterra dos Mamedes."

Já o BomMauViloano Filipe Girão, outro veterano destas lides, e que também foi companheiro de equipa de Miguel Maia ainda nos tempos do Cha-cha-cha, referiu, sobre a actual forma e a capacidade para ser bem sucedido num regresso à alta-competição do Miguel que "apesar de já ter uma idade algo avançada para jogador, tal como o seu antigo parceiro João Brenha, penso que vai ser uma mais valia para os Mamedes. Fortíssimo em Geografia (afinal graças ao World Tour visitou mais de 100 países) e em inutilidades, alia ao seu natural conhecimento de Volleyball uma memória extraordinária e um mau feitio quase ordinário". Adiantou ainda ter algumas expectativas quanto a este come-back: "Vai ser divertido voltar a vê-lo na sideline a berrar com os árbitros novamente, e com um pouco de sorte, dar um par de estalos em algum jogador mais exaltado".

Falamos também com Rogério Costa, o qual optou por declarações mais cautelosas, dizendo-nos, em tom formal: "continuo a lamentar a ausência do Miguel Maia. Nenhum Quiz é o mesmo sem ele".

Napoleão teve o seu Waterloo. Bjorn Borg já não gelou ninguém. Mas a 5 de Novembro de 1994, em Las Vegas, Nevada, George Foreman recupera o título de campeão do mundo. 17 anos depois da retirada. Como será com o Miguel? Conseguirá reinserir-se na sua equipa? Adaptar-se-á às novas exigências de uma modalidade em crescimento acelerado? Optará por continuar o seu exílio? Isto é só para ir papar o jantar de sexta a oito? Perguntas que ficam em aberto - as respostas começam a esboçar-se a partir do próximo dia 16.

Adenda: Notícias de última hora! Após um aturado e épico esforço das nossas equipas de investigação, este blog conseguiu falar com o Miguel Maia. Foram recolhidas informações, e declarações do próprio Miguel, sobre a questão do seu regresso. A notícia está a ser editada e será publicada brevemente.

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Tuesday, February 06, 2007

 

Apresentação: Os Mamedes

Iniciamos hoje uma série de posts com curtas apresentações das equipas participantes no Campeonato Anual de Quiz de Cascata. A um elemento de cada equipa foi feito um pequeno inquérito com quatro perguntas. Vamos começar por conhecer as respostas dos Campeões Mamedes. Seguir-se-ão, nos próximos cinco posts, Ursinho Bóbó, BMV, Leporinos, Santas Noites e Lagartixas. Dos Mamedes, fomos falar com o Alex, que entrou já no decorrer do campeonato passado e viria a revelar-se decisivo na conquista do título.

Alexandre Gonçalves: Miguel Maia talvez regresse à equipa e esperamos pontuações mais equilibradas

Nome da Equipa: Fernandos Mamedes
Classificação 2006:

Que plantel inscreveram?
Dada a hipótese de inscrever um número de pessoas virtualmente infinito, os Mamedes decidiram inscrever toda a humanidade, menos os que já estavam contratados por outras equipas, e ainda algumas figuras ficcionais. Mas como a folhinha do rol era pequenina, recordo estes: Sofia Santos, Jorge Páramos, Paulo "Pirolito", Pedro Lopes, Alexandre Gonçalves, Dinis Gokaydin, Gonçalo Franco, Tiago Filipe, além da Rita das Jolas e da avó dela. Creio que havia mais gente, talvez o Miguel Maia, mas isso têm de perguntar ao Jorge, ele é que faz os contratos.

Que perspectivam para este campeonato? Quem são os favoritos à vitória final?
Pelo que se viu na primeira jornada, há muitas equipas com capacidade para fazer boas pontuações em qualquer ocasião. Por isso as pontuações acumuladas devem ser mais equilibradas este ano. Os favoritos são os do costume e os outros que vão surpreender.

Quais as ambições e expectativas da vossa equipa?
As nossas ambições são ganhar para que algum olheiro de equipas de quiz britânicas repare em nós e nos contrate a peso de ouro. As expectativas são mais modestas, talvez fazer boa figura no campeonato e tentar entornar menos bohémias por noite.

Concordam, genericamente, com as modificações regulamentares?
Sim, genericamente sim, especialmente pela flexigurança que confere o Artigo 19º, e cuja inclusão no regulamento anterior teria evitado o "caso Mamedes".

Adenda: Brevemente divulgaremos o nome do patrocinador oficial do campeonato. Mantenha-se atento.

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