Friday, March 16, 2007
Ontem Cavaleiro, hoje Leporino....amanhã Laranja? Sérgio Costa: liberdade ou infidelidade?
Em Junho do ano passado, no post de apresentação dos Cavaleiros do Apocalipse, um elemento da equipa, designado Sérgio Costa, é descrito desta forma: « Outro ajudense de gema, génio dos chavões publicitários e o homem a quem Alexandre O'Neill roubou o maior número de slogans(...) Na sua última prestação no Quiz de Cascata, logrou, ainda que a espaços, fazer esquecer o Fred. Está na luta por um lugar no cinco inicial.» Já em Fevereiro deste ano, César Manta dá uma entrevista a este blog. A dado passo afirma: «o Sérgio, um mercenário destas lides, que alinhará connosco enquanto lhe conseguirmos arranjar embalagens de Conguitos, algo que nem sempre é fácil». Passados uns dias, eis que no blog se lê isto: «Existe ainda um elemento que para nós é fundamental, que é o Sérgio Costa, que foi nosso suplente na época passada, mas que este ano pediu para não o inscrevermos, de forma a poder ganhar mais minutos de utilização cedendo os seus préstimos a outras equipas. Foi ele um dos responsáveis pela boa prestação dos Leporinos no último jogo.»Uma personagem sobre o qual o auditório se interroga: mercenário ou free-agent? Cavaleiro ou Leporino? Mais-valia ou fogo-de-vista? Enfim, quem é este homem? Um monstro de coração de pedra ou um romântico incurável, eternamente à procura de um destino? Um capitalista puro e duro ou um agente-duplo com interesses inconfessáveis? Com os cuidados necessários à abordagem de figuras deste tipo, e já sem pachorra para fazer mais dicotomias, tentaremos responder a estas inquietações, numa entrevista particularmente importante - para mais num momento em que o blog QdC apurou que outra equipa do Campeonato está interessada em contar com os préstimos do ajudense. António Alves Cardoso, aka Patolino, terá ficado fortemente impressionado com a prestação do Sérgio num dos Jantares de Frielas onde formaram equipas juntos. Em declarações exclusivas a este blog, o Arquitecto Laranja afirmou que "Com aquele rapaz é que me entendi bem. O que eu não sabia, sabia ele. Se calhar, vou é oferecer-lhe dinheiro ara vir jogar na minha equipa. 25 euros por noite ou assim". Pode estar assim em curso uma contratação surpresa no Campeonato de QdC, possivelmente concluída até à noite de hoje. Escutemos então o Sérgio Costa, em mais uma entrevista com a marca de qualidade do Blog QdC:
Sérgio Costa: "Cavaleiros ou Leporinos? É como escolher entre ser esfaqueado na Brandoa ou atropelado em Valhe de Milhaços."
Sérgio, queres começar por abordar os factos que estão descritos neste intróito?
Gostaria de, antes de mais, avançar com uma confirmação: sou de facto apenas fogo de vista. Contudo, tal acaba por ser uma mais valia, já que em Portugal o fogo de artifício ainda é muito apreciado, arrastando multidões e sendo alvo de destaque em diversos Telejornais que não o da TVI. O que é que isso interessa para o Quizz? Muito possivelmente nada, até começarem a sair perguntas de pirotecnia. Abordando mais a minha posição no Quiz, digamos que o esquema táctico dos Cavaleiros de jogo pesado, piadas de balneário em que só um é que percebe,dietas de vitaminas etílicas e pressão arterial alta deixavam-me algo amarrado, não favorecendo o meu estilo de jogo. Nos Leporinos tenho mais liberdade, posso assumir o papel de criativo, fazendo pagar a peso de ouro o pouco que sei e mentindo valentemente sobre o muito que não sei. Até agora tem resultado e espero que continue.
Chegou hoje ao conhecimento público um acordão do Supremo Tribunal (caso Zé Tó vs. União de Leiria) que promete revolucionar o munda da bola. Sentes que podes estar a ser um percursor, não só do Quiz, mas de todo o desporto mundial?
Basicamente, o que isso pode fazer é desvalorizar o valor das rescisões dos atletas, que passará a ser calculado em função dos salários auferidos ao longo dos anos e não do valor mais abrangente da formação. Havendo uma entidade reguladora no Quiz e um regulamento protector da estabilidade das equipas e do mercado de transferências, creio que a haver alterações só se vão sentir na próxima época. De qualquer forma, meter-me no mesmo saco que um tipo chamado Zé Tó é como ver o João sem bigode: há ali qualquer coisa que não faz sentido.
Este blog sabe que há equipas, nomeadamente os Laranja, que poderão vir a tentar a tua contratação. Senteste bem com a camisola Leporina ou encaras a hipótese de experimentar a tua terceira equipa no espaço de um ano?
Eu sou daqueles que joga pelo amor à camisola, pelo menos até aparecer alguém que me ofereça outra camisola com um valor de mercado substancialmente mais elevado. No entanto, para além da financeira, também procuro a estabilidade emocional, pelo que vejo como difícil a hipótese de alinhar por uma terceira equipa.
Há quem diga que tens medo de compromissos - sendo essa razão para o teu estatuto de free-agent. Julgas que, no fundo, é Freud que pode explicar a tua peculiar situação no panorama quizzistico nacional?
Se tivesse medo de compromissos e relações difíceis, há muito que tinha deixado de ser adepto do Belenenses. Mas, as razões que me levaram a este chamado estatuto de free agent são racionais e conscientes, pelo que podemos dar ao Sigmund o devido descanso.
"Chorei no fim da Floribella, mas jogo com as cartas que me dão"
Mas como entendes o teu estatuto: como o de um mercenário empedernido, que só é fiel ao vil metal, ou de forma mais romântica, como a de um mercenário empedernido de um mau filme? O que te faz correr?
Olha, muita coisa me faz correr, por exemplo: no domingo vai ser a expectativa de uma medalha que vale 50 cêntimos e a maior concentração de fatos de treino numa ponte europeia. Não sou certamente um mercenário empedernido, pois estes não choram como eu chorei no final da Floribella (apesar de ser de alegria), mas sou uma pessoa (no sentido lato da palavra) que joga com as cartas que lhe dão e tira daí o melhor que pode. Se para isso tenho de ser um free agent, então seja.
Nunca um teu colega de equipa colocou em causa a tua lealdade ao colectivo?
Nunca. Creio que muitos deles desconhecem até o conceito lealdade, pelo menos no sentido cavalheiresco que a pergunta parece ter. Desde que eu vá cumprindo ou passe a ideia de que estou a cumprir, será suficiente.
No futuro, achas possível uma ligação contratual mais séria a alguma equipa?
O futuro está sempre em aberto, mas a exclusividade é algo que se paga caro, até no mundo do Quiz, por isso é continuar, sempre com tranquilidade, como diria aquele rapaz do penteado rebelde.
Os Leporinos são uma das poucas equipas a terem marcado presença nas duas fases finais até ao momento. A equopa está satisfeita com a actual perfomance ou pensa poder almejar algo mais?
O principal objectivo da turma Leporina é de facto marcar presença em todas as fases finais, apesar de sabermos que isso é complicado. Depois, a partir daí é ver até onde dá para ir, mas também temos a noção que há sapos maiores no charco em que pululamos.
Gostas mais dos Cavaleiros ou dos Leporinos? Ou dos 5 contos de réis dos Laranja?
Isso é como perguntar se prefiro ser esfaqueado na Brandoa ou ser atropelado em Vale de Milhaços. Se puder, prefiro não ter de escolher, tirando os cinco contos dos Laranja, os quais não me importava de recolher, mesmo sem jogar por eles, tipo uma lembrança de cortesia.
Conheço o Rogério desde tenra idade o que, para além de diversas consultas de psicanálise, também gerou laços de amizade que ainda hoje se mantêm, daí ter mantido a porta aberta em relação ao meu regresso. Em relação aos Leporinos, foi o destino que juntou gente com formações muito distintas, num determinado local e num dado momento. A amizade surgiu e daí aos Leporinos (ocasionalmente também Espertalhos do Carinho no antigo Bar Quiz) foi um pulinho.
Sérgio, podes assegurar, com toda a certeza, que na sexta-feira estarás presente na Ajuda envergando a camisola dos Leporinos?
Parece que desta vez, para além de Conguitos, até jantar me oferecem antes, por isso sem qualquer materialismo latente afirmo: na sexta serei Leporino. Sábado, logo se vê.
Já perdoaste ao Alexandre O'Neill?
Entre publicitários, os bitaites e as turras ocasionais são tão naturais como ter sede. O Alexandre tem o seu passado glorioso e o seu portfólioadquiriu estatuto imortal de relíquia nacional. Já eu terei de continuar a trabalhar no meu, para ver se alcanço a imortalidade ou, em alternativa, um T3 em Massamá. Já agora, se alguma das equipas do campeonato precisar de um refresh de naming, uma campanha promocional, criar um jingle ou uma assinatura imponente, aproveito a oportunidade para referir que também estudo propostas noutros campos para além do Quiz.
Aqui ficam pois as explicações desta personalidade complexa, a quem desejamos os maiores sucessos na sua carreira avant-garde. Onde sabemos que o terá, e sem precisar de se enfiar em poliéster, será neste blog, como colunista convidado - também deste somos leitores noutras paragens. Depois do Jorge Azevedo Correira, o Sérgio é o segundo nome na nossa lista de contratações, que será divulgada, por inteiro, durante o próximo fim de semana.
Labels: Cavaleiros, Entrevistas, Freud não explica, o que nos faz correr, Profissionalização, Sérgio Costa, T3 em Massamá
Friday, February 16, 2007
Rogério em grande entrevista: "Quero ter tempo para pintar"

A algumas horas do jogo, publicamos a primeira grande, grande, grande entrevista de 2007, com uma das figuras mais controversas do Quiz de Cascata. Considerado por ele próprio como o melhor jogador de Quiz de sempre, ele próprio também se considera o melhor jogador de Quiz de sempre. Falamos de Rogério Costa, nascido Rogério Costa e que acabou por ficar conhecido por Rogério Costa. E que Rogério temos aqui? Um Rogério adocicado, domesticado, dirão alguns. Um Rogério ressocializado, dirão outros. Um Rogério hipócrita, dirão ainda outros. Fica ao vosso critério. Certo, certo, é que há uma palavra de elogio e encorojamento para quase todas as equipas. Aquela parte dos quizzes de bar é até um bocado enjoativa. Bem, divirtam-se.
Rogério, depois do grande falhanço que foi a vossa prestação no primeiro campeonato de Quiz de Cascata, julgas que a equipa está preparada para a nova época? Como foi a sensação de ter a vitória na mão e deitar tudo a perder?
Olha, se é para começares já com perguntas apaneleiradas, acaba-se já aqui a entrevista, estás a perceber? O ano passado já passou e só nos queremos concentrar na nova época. Para já, no primeiro jogo, limpámos aquilo de forma categórica, pese a incompetência do Nuno Vitoriano na feitura das perguntas.
Do Nuno Vitoriano? Ficámos todos com a sensação de que os erros eram da responsabilidade do Júlio...
Por amor de Deus, o Júlio faz quizes praticamente desde que nasceu. É óbvio que a responsabilidade só pode ser do careca. Quem não tem unhas, não devia tocar guitarra. De qualquer forma, e voltando à tua primeira pergunta, este ano não concederemos as facilidades do ano passado à concorrência. Quando tivermos uma vantagem confortável, iremos procurar ampliá-la, em vez de dar brindes à oposição. Se for necessário passaremos a ser ainda mais agressivos na defesa dos nossos interesses. O Frederico anda sempre com um bastão de baseball no carro.
Que palhaçada foi aquela que se passou no primeiro jogo desta época, mais concretamente na terceira fase, quando o João se ausentou da mesa para ir confraternizar com elementos da equipa Santas Noites?
O João teve uma postura extremamente altruísta nesse momento. Tomou consciência da prestação totalmente inútil que estava a ter e decidiu ausentar-se voluntariamente, contra a nossa vontade, de forma a não nos prejudicar com os seus tradicionalmente já lendários palpites idiotas. Foi, reafirmo, uma atitude de grande sacrifício, talvez uma das maiores da história da Humanidade. Assim de repente, só me lembro de dois altruístas que suplantam o João: Jesus, quando morreu na cruz para remissão dos nossos pecados e Jovo Simanic, na última jornada do campeonato de 93/94, quando passou a segunda parte toda a aquecer, sendo esquecido pelo bebedolas Toni, não chegando por isso a contabilizar nenhum minuto de utilização na campanha vitoriosa do Benfica. Um grande obrigado a todos eles, particularmente ao João.
Que é isso, meu? Peço desculpa pela insistência, mas a redacção deste blog soube que a ausência do João na última fase do jogo, se terá devido a fortes conflitos internos entre membros da vossa equipa. Tens algo a acrescentar em relação a isso?
Se calhar estás mais bem informado do que eu. Falando francamente, posso apenas acrescentar que o João estava extremamente bêbedo, e tinha trocado algumas palavras desagradáveis com quase todos os membros da equipa. O único que não discutiu com ele foi o sempre amável e irritantemente neutro Frederico. No fim, o João recusou-se a tirar a fotografia de grupo. Embora tenhamos optado por não tomar nenhuma atitude persecutória relativamente a essas atitudes, quando nos aprouver, e à porta fechada, poderemos fazê-lo. O novo regulamento é-nos favorável em vários aspectos e um desses aspectos reside no facto de já não podermos ser prejudicados por elementos da nossa própria equipa quando estiverem a organizar jogos. Por isso o João este ano não nos pode encavar e um pontinho já cá canta. Todos entendemos, por estarmos um ano mais velhos e mais sensatos, que a equipa tem de ser superior aos egos de cada um. Este ano vamos todos remar na mesma direcção. Os nossos problemas internos lidaremos com eles sempre da melhor maneira.
Quando se esperava o desmembramento da vossa equipa, e o eventual abandono de alguns de vós, optaram por manter o mesmo cinco inicial nesta nova época. Nunca se equacionou a alteração do núcleo da equipa? Quem são os vossos suplentes?
Não estou a mentir quando te respondo que pensei, nalguns momentos, abandonar a competição. Estar um ano inteiro a liderar o campeonato para depois o perder daquela maneira foi muito desagradável. Morremos na praia! Mas o meu amor por este desporto acabou por prevalecer. Passei alguns dias isolado de tudo e de todos a reflectir, mas penso que acabei por ajuizar bem. E espero ser um exemplo de longevidade para todos os que começam a dar os primeiros passos nesta modalidade. Aos 60 anos ainda hei de jogar a isto! O Carbajal foi a cinco mundiais, o Zoff foi campeão já quarentão e o Anthony Quinn foi pai com oitenta e tal anos. Porque não seguir-lhes o exemplo? Em relação ao desmembramento da nossa equipa, não sei se alguns deles também ponderaram abandonar a competição, ou mesmo mudar de equipa. Adianto que tive alguns convites, financeiramente mais vantajosos, mas segui o exemplo do grande belenense Feliciano que, na mesma situação e indo ganhar cem contos limpos para o Real Madrid, não hesitou em assinar novo contrato com o Belém. Além disso, custar-me-ia muito abandonar os meus companheiros. Já jogo com eles há muito tempo e sentiria a falta deles onde quer que estivesse. Excepto do Hugo, obviamente.
Os nossos suplentes são elementos de tremenda valia. Posso adiantar-te assim de repente nomes como os de Pedro Miranda, José Bramão, Sebastião Teixeira, Gonçalo Ponte, Tiago “Penetra” Cruz, Pedro Coito ou Miguel Graça. Existe ainda um elemento que para nós é fundamental, que é o Sérgio Costa, que foi nosso suplente na época passada, mas que este ano pediu para não o inscrevermos, de forma a poder ganhar mais minutos de utilização cedendo os seus préstimos a outras equipas. Foi ele um dos responsáveis pela boa prestação dos Leporinos no último jogo. Mas a qualquer momento, e atendendo a que o regulamento o permite, poderá ser convidado para jogar por nós numa jornada, uma vez que não foi inscrito por nenhuma equipa. É talvez o primeiro free agent desta modalidade, uma espécie de Cary Grant do Quiz.
Vê lá se dás respostas mais curtas. Para além da vossa equipa, quais os outros candidatos ao título desta época?
Pá, candidatos candidatos somos mesmo nós. Depois existem umas equipas que poderão dificultar-nos um pouco a tarefa. Os Fósseis do meu amigo Pascoalinho e os Mamedes, claro, e a espaços talvez apareçam outras equipas. Os Zbroing talvez se afirmem como um Sporting de Braga. Ou em vez deles talvez os Lagartixas ou os Indomáveis. Mas também acho que já está na altura dos BMV darem um salto qualitativo em termos de classificações. O Girão anda nisto há tempo suficiente para poder liderar a equipa de forma a aspirarem a vôos mais altos. A ver vamos como lhes corre este campeonato.
E as outras equipas, o que te parecem? O que achaste das prestações de cada equipa neste último jogo?
Os Lagartixas e os Indomáveis continuam a parecer-me um pouco irregulares, mas são equipas que já demonstraram, tal como os BMV e os Ursinho Bobó, poderem intrometer-se nos lugares da frente. Todas estas equipas já passaram várias vezes às terceiras fases de cascatas, e essa experiência pode ser-lhes valiosa. Neste último jogo, os Lagartixas jogaram sem o Filipe Bravo na primeira parte e julgo que isso foi-lhes prejudicial. Os Indomáveis continuam a claudicar perto do final. Queria aqui realçar uma coisa, que é válida especialmente para os BMV e para os Zbroing - tendo em conta uma discussão ridícula que tem subsistido nas caixas de comentários do blog - mas também o é para todas as outras equipas, inclusivamente a minha. Ganhar jogos na Barraca ou onde quer que seja, com quizes de 50 perguntas, é muito diferente de ganhar um quiz de cascata, em que se conjugam múltiplos factores. Também já fui ganhar jogos à Barraca e a outros sítios e no campeonato passado houve três vezes em que nem à terceira fase das cascatas a minha equipa conseguiu chegar. Portanto, estamos aqui a falar de coisas diferentes. O cânone para a feitura de um quiz de 50 perguntas é totalmente diferente do de um quiz de cascata.
Voltando às equipas, os Leporinos também têm alguma experiência nos quizes dos bares. Lembro-me deles dos tempos do Chá-Chá-Chá e nessa altura eram uma equipa que obtinha boas classificações. No último jogo estiveram bem. Os Não Negues À Partida estiveram muitíssimo desfalcados e os Laranja Mecânica estiveram sem pressão. Atenção a futuras prestações desta equipa. O Vitoriano, o Quim, O António “Patolino” e o Júlio constituem um bom núcleo duro. Os Mineteiros fizeram uma excelente prestação neste primeiro jogo e pareceu-me descortinar um bom jogador no reforço que trouxeram. Tenho a certeza que foi largamente responsável pela excelente prestação deles. Os Santas Noites estiveram bem e para já, neste primeiro jogo, o Artur não fez esquecer a Marta nos BMV. Os Fósseis estiveram ao seu nível, mas na terceira parte a nossa equipa esteve endiabrada. Só os Mamedes é que desiludiram ao não passarem à terceira fase. Uma palavra de apreço para os Ursinho Bobó que tiveram um azar tremendo nas perguntas da segunda fase de cascatas. Poderiam ter chegado mais longe. De saudar também o bom começo dos Zbroing.
Que te parece o novo regulamento?
Parece-me bem. A ver se este ano não há polémicas. De qualquer forma é preciso ter presente que o regulamento só por si não resolve tudo. É preciso um esforço de todas as equipas, aquando da realização dos seus jogos, para não cometerem erros na elaboração das perguntas, e para tentarem distribuí-las da forma mais equitativa, isenta e justa possível. Se isso acontecer sempre, juntamente com a adopção de um critério uniforme na condução do jogo, o regulamento acaba por ser meramente acessório.
O que falta a este campeonato para ser perfeito?
Julgo que não falta nada. As equipas começam a confraternizar cada vez mais entre si e isso é positivo. Parece que vem aí um patrocínio para os prémios, o que é excepcional. Parabéns a quem o conseguiu. Continuo a lamentar apenas a ausência do Miguel Maia. Nenhum Quiz é o mesmo sem ele. Faz falta a esta modalidade. Independentemente de alguns jogos no ano passado em que continuo a acreditar que a minha equipa foi prejudicada, a vitória dos Mamedes ganha ainda maior relevo por ter sido alcançada sem o Miguel.
Ficaste triste por não teres sido eleito a “fera” do torneio?
Obviamente que era mais giro ter ganho, mas faço minhas as palavras do Paulo dos Mamedes, quando se referiu aos critérios daquela votação. Ou se tem classe ou não se tem, e ele, quando abordado numa entrevista recente a respeito de ter a ter vencido, mostrou que tem. Parabéns sinceros para ele.
Rogério, aspirações para o futuro?
Olha, sei lá, continuar a ser igual a mim próprio. Vencer o campeonato e manietar o Alverca. Continuar a ter tempo para os meus passatempos. Vou talvez começar a pintar.
Labels: A culpa é do careca, Cavaleiros, entrevista com o rogério amanhã, grandes entrevista
Wednesday, February 14, 2007
Apresentação: Os Cavaleiros do Apocalipse
Os Cavaleiros dispensam apresentações. O entrevistado, Fernando Silva, também. Por isso, optamos por destacar neste preâmbulo uma proposta apresentada pelo Fernando nesta entrevista, que merecerá atenção do blog durante o próximo mês: «Continuo a pensar que a época devia ser de Setembro a Junho. Esta situação pode resolver-se se este campeonato acabar em Outubro e o próximo decorrer entre Novembro e Julho. Neste caso o 4º campeonato já seria disputado no calendário normal». Ou seja, deve a época do QdC seguir o calendário civil, com "apertura e clausura" à sul-americana ou o calendário dos desportos de inverno, evitando-se a interrupção de verão? Um assunto que debateremos proximamente.
Fernando Silva: "Os favoritos somos nós, mas é preciso saber sobreviver na adversidade"
Nome da Equipa: Cavaleiros do Apocalipse
Que plantel inscreveram?
Penso que o plantel é o mesmo do ano passado. Na 1ª sessão jogámos com a equipa do costume. No que diz respeito aos convidados o "Mister" é que trata disso.
Que perspectivam para este campeonato? Quem são os favoritos à vitória final?
Os favoritos são os três do costume mas espero que este ano apareçam mais equipas a lutar pelos primeiros lugares. A 1ª jornada deu boas indicações que o título pode ser disputado por cinco ou seis equipas o que, a verificar-se, seria excelente. Relativamente aos favoritos dos favoritos, como todas as sondagens indicam, penso que somos nós. Mas isso é apenas um jogo de expectativas. No terreno podemos perder como aliás já aconteceu no ano passado.
Quais as ambições e expectativas da vossa equipa?
Esperamos ser mais regulares que no ano passado. Ganhar jogos é importante mas ir sistemáticamente à final e conseguir 2ºs e 3ºs lugares em jogos que correm menos bem é a chave do título. O regulamento premeia mais a regularidade do que as vitórias ( uma equipa só com 2ºs e 3ºs pode perfeitamente ganhar) e a equipa dos Cavaleiros, à boa maneira portuguesa, foi uma equipa capaz do melhor e do pior no ano passado. Como praticante de um desporto mental duríssimo, sei que qualquer um tem um dia em que joga bem mas, os verdadeiros campeões, são aqueles que conseguem sobreviver na adversidade e transformar derrotas em vitórias (ou pelo menos em empates). No fundo qualquer actividade desportiva tem uma vertente económica: o importante é reduzir os danos.
Concordam, genericamente, com as modificações regulamentares?
De um modo geral sim. Continuo a pensar que a época devia ser de Setembro a Junho. Esta situação pode resolver-se se este campeonato acabar em Outubro e o próximo decorrer entre Novembro e Julho. Neste caso o 4º campeonato já seria disputado no calendário normal.
Outro aspecto que merece ser considerado, e já abordei na questão anterior, é o facto da diferença pontual entre o 1º e o 2º dever ser, no meu entender, maior que entre o 2º e o 3º (por exemplo 10, 7, 5, 4, 3, 2, 1). Isto dava maior capacidade de recuperação às equipas atrasadas e tornava o campeonato mais competitivo uma vez que, uma equipa que ganhasse dois jogos seguidos, dava um pulo maior na classificação. Nos moldes em que está a pontuação uma equipa que ganhe algum avanço na primeira metade tem mais facilidade em gerir o final do campeonato.
Fernando Silva: "Os favoritos somos nós, mas é preciso saber sobreviver na adversidade"
Nome da Equipa: Cavaleiros do Apocalipse
Que plantel inscreveram?
Penso que o plantel é o mesmo do ano passado. Na 1ª sessão jogámos com a equipa do costume. No que diz respeito aos convidados o "Mister" é que trata disso.
Que perspectivam para este campeonato? Quem são os favoritos à vitória final?
Os favoritos são os três do costume mas espero que este ano apareçam mais equipas a lutar pelos primeiros lugares. A 1ª jornada deu boas indicações que o título pode ser disputado por cinco ou seis equipas o que, a verificar-se, seria excelente. Relativamente aos favoritos dos favoritos, como todas as sondagens indicam, penso que somos nós. Mas isso é apenas um jogo de expectativas. No terreno podemos perder como aliás já aconteceu no ano passado.
Quais as ambições e expectativas da vossa equipa?
Esperamos ser mais regulares que no ano passado. Ganhar jogos é importante mas ir sistemáticamente à final e conseguir 2ºs e 3ºs lugares em jogos que correm menos bem é a chave do título. O regulamento premeia mais a regularidade do que as vitórias ( uma equipa só com 2ºs e 3ºs pode perfeitamente ganhar) e a equipa dos Cavaleiros, à boa maneira portuguesa, foi uma equipa capaz do melhor e do pior no ano passado. Como praticante de um desporto mental duríssimo, sei que qualquer um tem um dia em que joga bem mas, os verdadeiros campeões, são aqueles que conseguem sobreviver na adversidade e transformar derrotas em vitórias (ou pelo menos em empates). No fundo qualquer actividade desportiva tem uma vertente económica: o importante é reduzir os danos.
Concordam, genericamente, com as modificações regulamentares?
De um modo geral sim. Continuo a pensar que a época devia ser de Setembro a Junho. Esta situação pode resolver-se se este campeonato acabar em Outubro e o próximo decorrer entre Novembro e Julho. Neste caso o 4º campeonato já seria disputado no calendário normal.
Outro aspecto que merece ser considerado, e já abordei na questão anterior, é o facto da diferença pontual entre o 1º e o 2º dever ser, no meu entender, maior que entre o 2º e o 3º (por exemplo 10, 7, 5, 4, 3, 2, 1). Isto dava maior capacidade de recuperação às equipas atrasadas e tornava o campeonato mais competitivo uma vez que, uma equipa que ganhasse dois jogos seguidos, dava um pulo maior na classificação. Nos moldes em que está a pontuação uma equipa que ganhe algum avanço na primeira metade tem mais facilidade em gerir o final do campeonato.
Labels: Apresentações, Cavaleiros, Entrevistas, Fernando Silva, futuro do quiz, Regulamentos
